Nove casos de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) em humanos no município de Marabá, no sudeste paraense, foram confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos meses. Nenhuma morte foi confirmada.
De acordo com os dados, a doença atingiu também 135 casos animais, sendo que 106 deles foram recolhidos e eutanasiados. Em 2015, foram confirmados 35 casos de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) no município, com cinco óbitos. Ainda no ano passado, 1.078 casos foram confirmados em animais, 1.043 destes eutanasiados.
Ainda de acordo com os dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica, os bairros em que houve mais ocorrência de doenças em humanos, cães e alta presença do mosquito Palha , transmissor da doença são: Nossa Senhora Aparecida, Araguaia, Km 7 e Folhas 01, 05, 06, 07, 08 e 10, no Núcleo Nova Marabá. Nesses locais já foram realizadas atividades preventivas, entre elas a borrifação.
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou uma nota informando que tem alertado a população para que redobre os cuidados com a limpeza, evitando o acúmulo de entulho, lixo e mato no fundo de quintais, contribuindo assim para diminuir os casos de leishmaniose em Marabá.
(Foto: divulgação)
Surto
Em julho de 2015, Marabá começou a sofrer um surto de Leishimaniose, preocupando as autoridades e a comunidade local. Em agosto houve o ápice da doença, deixando a situação em estado de alerta.
Em setembro do ano passado, uma grande ação que incluiu a participação do Exército, visitou os bairros mais afetados com ações de orientações e borrifação. Em outubro, a prefeitura divulgou uma nota informando que a situação da doença estava controlada.
TRANSMISSÃO
A transmissão acontece pela picada da fêmea do mosquito palha. Ao picar um cão infectado ele suga, junto com o sangue, a leishmaniose. Após alguns dias, esse mosquito infectado poderá transmitir a doença picando outros animais e o homem. O mosquito infectado passa a doença para pessoas e cães sadios.
Em humanos, os sintomas podem demorar a aparecer e, em alguns casos, nem se manifestam. Quando aparecem, levam em média, de 2 a 5 meses, mas podem aparecer em até 2 anos após a infecção.
Febre, anemia, crescimento da barriga por aumento do fígado e do baço, emagrecimento, lesões no corpo e tosse seca são alguns dos sintomas.
(Foto: reprodução)
Já em animais, a cada 10 cães infectados, quatro não apresentam sintomas, mas transmitem a leishmaniose ao mosquito por meio do sangue. Quando apresentam sintomas, são emagrecimento, falhas no pêlo, descamação ou feridas de pele, crescimento das unhas, febre persistente, anemia e sangramento.
(DOL com informações da sucursal de Marabá)
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