Há cinco anos, a professora de inglês da rede de ensino privado de Belém Raquel Bastos, de 33 anos, mora de aluguel. Apesar de cheia de dúvidas, ela não conseguia deixar o comodismo e buscar informação para conquistar a casa própria. “Sempre ouvi falar que poderia utilizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para comprar a casa, mas não sabia de fato como funcionava”. Cansada de pagar a moradia que não é dela, Raquel foi ontem ao primeiro dia do Feirão da Caixa. “Talvez agora eu consiga comprar”, disse.
Assim como a professora, muitos brasileiros que trabalham de carteira assinada possuem o FGTS que é depositado mensalmente na Caixa Econômica Federal (CEF), mas não sabem qual a melhor forma de utilizá-lo. Uma das melhores oportunidades de investir o valor acumulado ainda é a compra da casa própria.
ENTRADA
Pedro Rocha, gerente regional da Construção Civil da Caixa, em Belém, explica que o Fundo de Garantia pode ser utilizado como entrada da parcela que o banco não financia, que varia entre 10% e 30%, dependendo do valor e do tipo de imóvel. Ou, ainda, pagar parte de financiamento já realizado. “Não há mínimo de FGTS. Basta preencher os requisitos necessários. A utilização do Fundo serve somente para financiamento imobiliário”, diz.

No feirão, é possível conseguir informações sobre como comprar a casa própria e ofertas de imóveis a preços em conta. (Foto:divulgação)
PERFIL DE RENDA
O recurso é uma das formas de financiamento, como carta de crédito, no momento da aquisição do imóvel. Famílias que comprovem renda bruta mensal de até R$ 6.500 se enquadram em um dos requisitos de custeio do FGTS, onde a taxa de juros é a mais baixa, varia entre 5% a 8%, dependendo do ganho.
Esse perfil de renda familiar possibilita a compra de imóveis novos na capital paraense de até R$ 180 mil. Para a região metropolitana de Belém (RMB), o valor do imóvel é, no máximo, de R$ 170 mil. Com relação aos imóveis usados, o financiamento cai e o banco financia 80%, se for em Belém. Caso seja na Região Metropolitana, o valor financiado passa a ser 70%.
MINHA CASA
No programa federal Minha Casa Minha Vida, o FGTS também pode ser utilizado. É preciso ter renda bruta de até R$ 3.600. Optando pelo recurso do Fundo de Garantia, o prazo de quitação do imóvel é de 30 anos, já para imóveis acima de R$ 180 mil, o pagamento é de 35 anos. Ainda de acordo com Pedro, para manter a expectativa do ano passado, de R$ 82 milhões de negociações movimentadas durante os três dias do Feirão, o foco do evento é o FGTS. “Temos a mesma quantidade de lançamentos e ofertas de imóveis. O foco é utilizar a renda do Fundo como carta de crédito”, aposta.
FEIRÃO TEM IMÓVEIS A PARTIR DE R$ 90 MIL
Ao todo, o Feirão da Caixa dispõe de 100 stands de 34 empresas. No local, o visitante tem acesso a ofertas de empreendimentos na planta, em construção, prontos ou usados. Os imóveis em oferta variam de R$ 90 mil até valores acima de R$ 1 milhão.

Pedro Rocha, gerente regional da Construção Civil da Caixa. (Foto: Carmem Helena/Diário do Pará)
Para o gerente da Caixa, Pedro Rocha, além de fomentar a atividade de construção civil e realizar o sonho da casa própria, o objetivo do Feirão é “juntar a oferta com quem quer comprar”. “Colocamos em um único lugar todas as ofertas de Belém e da Região Metropolitana para facilitar a escolha e o que é mais adequado para o cliente”, reforça. Até a tarde de ontem cerca de R$ 6 milhões em negócios foram realizados no Hangar.
FEIRÃO EM BELÉM - SAIBA COMO UTILIZAR O FGTS
1 – Consultar o FGTS no site caixa.gov.br, caso o financiamento não seja pela própria Caixa Econômica Federal;
2 – Apresentar junto ao banco ou construtora: RG, CPF, comprovante de residência, estado civil, carteira de trabalho e imposto de renda;
3 – O imóvel deve estar localizado no município onde o comprador mora ou trabalha;
4 – O comprador não pode ter outro imóvel registrado em seu nome ou em nome do cônjuge, caso seja casado ou tenha união estável.
ATÉ DOMINGO
Local: Hangar - Centro de Convenções. Avenida Dr. Freitas, S/N
Horário: hoje, das 10h às 20h. Amanhã, das 10h às 18h.
(Michele Daniell/Diário do Pará)
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