“Abrace a Preguiça” é o tema da campanha lançada pelo programa ProGoeldi, coordenado pelo Instituto Peabiru para ajudar o parque zoobotânico de um dos mais importantes centros de pesquisas da País: o Museu Paraense Emílio Goeldi. A campanha tem como objetivo arrecadar dinheiro para reformar a área destinada aos bichos-preguiça do parque. São cerca de 30 animais e alguns fazem parte da chamada fauna livre do Museu. A instituição, que neste ano comemora seus 150 anos, passa por dificuldades financeiras em razão do corte de verbas federais destinadas à pesquisa.
O resultado dessa redução de investimentos pode ser visto em algumas áreas do parque, que precisam de reparos urgentes. Alguns animais vivem soltos pela área , equivalente a cinco campos de futebol, no centro de Belém. Outros precisam de cuidados especiais. “Muitos chegam aqui sem unhas, para que possam se segurar nas árvores e por isso precisam de cuidados especiais”, explica Oswaldo Baglia, coordenador da campanha.
Para garantir que as preguiças recebam o atendimento adequado é necessário reformar a área destinada a elas. O investimento previsto é de R$ 278,9 mil. A estratégia encontrada foi o crowdfunding (financiamento coletivo) que tem sido usado com sucesso para arrecadar recursos para realização de documentários, peças, livros e outras produções artísticas.

O Museu Emílio Goeldi passa por dificuldades financeiras e precisa da sua ajuda para continuar mantendo um dos animais típicos da Amazônia. (Foto: Carlos Borges)
SITE
A campanha do ProGoeldi foi hospedada no site Kickante e qualquer pessoa pode contribuir (veja boxe ao lado). A campanha vai durar 60 dias. Baglia diz que assim que a meta de arrecadação for atingida, começa o trabalho de reforma da área. “Os recursos serão usados também para compra de remédios e outros insumos necessários ao atendimento dos animais”, completa. O Instituto Peabiru firmou parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi para desenvolvimento de projetos em comum, especialmente, os destinados à melhoria das condições do parque zoobotânico, que recebe cerca de meio milhão de visitantes por ano.
O BICHO-PREGUIÇA
Fazendo jus ao nome, as preguiças dormem cerca de 14 horas por dia, penduradas nas árvores, mas são bastante ativas à noite. Podem viver entre
30 e 40 anos. Pesam, em média, de 4 a 6 kg distribuídos por 70 cm, incluindo a cauda. Suas garras são afiadas para garantir que se sustentem nas árvores, de onde só descem para fazer as necessidades fisiológicas.
CAMPANHA
Para participar da campanha acesse o site Kickante. É possível contribuir com qualquer valor acima de R$ 10,00. As contribuições podem ser pagas em boleto ou cartão de crédito e podem ser parceladas. Dependendo do valor da contribuição, o colaborador pode escolher vários brindes, como imãs de geladeira, chaveiros, camisetas, criados exclusivamente para a campanha.
(Rita Soares/Diário do Pará)
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