Esgoto a céu aberto, mato no lugar de acostamento, falta de sinalização e canteiros destruídos. Esses são alguns dos problemas enfrentados por quem trafega ou mora na rua da Yamada, no Bengui. Apesar de a duplicação da via ser parte do projeto “Ação Metrópole”, do Governo do Estado, pouco foi feito pelo governador Simão Jatene (PSDB).
As visitar a rua, na manhã de ontem, o vereador Luiz Pereira (PMDB), criticou o Estado pela demora na realização das obras. “O governador Jatene pegou a responsabilidade de fazer essa via. Porém, não fez”, reclama. Segundo vereador, tem espaço para ampliar sem precisar desapropriar nenhuma pessoa. “É preciso iniciativa”, diz Pereira.
Para ele, a falta de compromisso do Governo ficou mais evidente quando a avenida Augusto Montenegro foi interditada para as obras do BRT (Bus Rapid Transit). A rua da Yamada seria uma das alternativas para desafogar o trânsito. Porém, não tem nenhuma estrutura. “Eles sabiam que essa rota seria usada. E deixaram nestas condições”.
O mototaxista Ricardino Alves, 35 anos, é morador da rua da Yamada há 6 anos. Nesse período, ele disse que teve de enfrentar muitos problemas. “Nada presta. Dirigimos no meio do mato, lixo. Além disso, o trânsito é muito lento”, reclama. Um trecho da rua foi duplicado. Entretanto, as obras não tiveram continuidade. “Eles vêm e fazem apenas uma medição. Nada mais que isso”, afirmou o mecânicoJosé Wilson, 44.

"O governador Jatene pegou a responsabilidade de fazer essa via. Porém, não fez", afirma o vereador Luiz Pererira. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
LIXO
Próximo da alameda Jasmim, metade da via é tomada pelo lixo. Também há bueiros sem tampas. Professor de educação física, Yuri Xavier diz que trafegar por ali no início da manhã e fim da tarde é uma tarefa difícil. “Os carros ficam parados por horas”, disse. Ele também lembra que, quando chove, o trecho alaga. “Fica tudo interditado”, denuncia. Luiz Pereira, que também se pronunciou ontem sobre o assunto, na Câmara Municipal de Belém (CMB) pergunta: “A promessa foi feita e cadê a rua pronta?”.
OBRAS
Em janeiro de 2014, o Governo do Estado, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano, daria início ao trabalho para alargamento da via, implantação de um novo sistema de drenagem, sinalização, iluminação, ciclovias, calçadas para pedestres e rotatórias. O prazo para a conclusão seria de 14 meses, com o investimento de R$ 63 milhões. Procurado, o Governo do Estado não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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