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Dona Francisca festeja “renascimento”

A feirante Francisca Alves Silva Neta, 54 anos, jamais imaginou ser ferida por uma flecha dentro de um ônibus. Ela estava indo para o trabalho na rua Bolívia, no conjunto Jardim América, bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na manhã da última sexta (20), on

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A feirante Francisca Alves Silva Neta, 54 anos, jamais imaginou ser ferida por uma flecha dentro de um ônibus. Ela estava indo para o trabalho na rua Bolívia, no conjunto Jardim América, bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na manhã da última sexta (20), onde ela possui junto com o marido, Luiz da Silva, 68 anos, uma fruteira, quando o inesperado e dolorido susto aconteceu.

Um dia após o episódio, a mulher não foi trabalhar e repousava em sua residência, no bairro do Paar, em Ananindeua. Ela aponta o curativo no braço direito, em consequência da flechada, e com um sorriso no rosto comenta a situação. “O pior é que não doía, minha preocupação era que a flecha era grande e eu tinha de segurar para ela não ficar balançando. Eu até pensei em tirá-la, mas as pessoas que estavam no ônibus diziam para eu não fazer isso”, relembra Francisca Silva, aos risos.

As risadas de dona Francisca aumentam quando ela comenta sobre a repercussão que o seu caso ganhou nas redes sociais. “Na verdade eu não vi, mas minhas filhas me contaram que na internet as pessoas brincam que, enquanto no Rio de Janeiro os moradores são vítimas de bala perdida, aqui no Pará é flecha (pausa para risos) e que confirma que somos índios mesmo. Elas caem na risada, e eu também”, brinca.

No hospital, brincadeiras com cupido

As brincadeiras não se limitaram ao universo da internet. Segundo dona Francisca, até as enfermeiras que a atenderam no hospital Metropolitano brincaram com ela. “Elas diziam que ainda bem que não fui acertada numa parte mais grave do meu corpo. E que, na verdade, a flechada que eu recebi foi do cupido e que, se fosse dele, como sou casada, essa sorte no amor fosse para elas”, disse rindo.

Na fruteira onde dona Francisca trabalha, os clientes sentiram sua falta e, junto com o seu marido Luiz da Silva, também riam da situação. “Ela ficou famosa, está nas capas dos jornais. Ainda bem que o fim dessa história não foi grave e até estamos dando risadas disso”, brincou Luiz da Silva. “Isso mesmo, por sorte ela está bem”, disse José Sena, 58 anos, cliente.

Apesar das risadas, dona Francisca Silva relembra o momento de tensão que viveu ao receber a flechada. “Você está dentro de um ônibus e, de repente, vem uma flecha e te acerta. Nossa, é algo inesperado e que te deixa muito preocupada. Imaginei o pior. Já pensou se essa flecha acerta meu rosto, minha barriga ou meu coração? Ainda bem que não e hoje estou viva e até rindo disso”, declarou.

Em relação à pessoa que atirou a flecha, dona Francisca afirma que recebeu toda a assistência e que não pensa em entrar na justiça contra a pessoa. “Não foi um caso de violência, como tem acontecido muito no Pará, foi uma fatalidade. Deus foi muito bom comigo, já que não fui acertada num órgão importante. Então, também tenho de ser boa com essa pessoa, que foi muito gentil comigo, me deu assistência e disse que vai estar à minha disposição caso eu precise”, concluiu Francisca Silva.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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