Uma polêmica nota do Conselho Federal de Medicina (CFM) reacendeu antiga rixa entre médicos e farmacêuticos.
Segundo o CFM, os profissionais de Farmácia que fizerem prescrição de remédios podem sofrer processos por exercício ilegal da profissão de médico.
Isso significa que aquele comprimido para dor de cabeça que você costuma comprar no balcão da farmácia só deveria ser autorizado com receita médica.
No documento, divulgado em 26 de abril, a entidade diz que se trata de "um gravíssimo problema de saúde pública" e que colocaria em risco a saúde da população.
Para o CFM, a Lei do Ato Médico deixa claro que o diagnóstico e o tratamento clínico de doenças "são competências restritas ao médico".
A nota finaliza afirmando que os conselhos federal e regionais de Medicina tomarão "medidas judiciais cabíveis" contra a prática, que consideram "ilícita".
No dia seguinte, o Conselho Federal de Farmácia (CRF) se reuniu e só aumentou a queda de braço.
Na avaliação do CRF é lamentável que o CFM tente "induzir a opinião pública" a acreditar que a formulação de diagnósticos e tratamento de doenças "sejam atos privativos do médico".
O DOL Quer Saber: você concorda que farmacêuticos sejam impedidos de receitar remédios?
(DOL)
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