Elevadas em homenagem à padroeira das causas impossíveis, as rosas perfumaram as ruas do bairro de Canudos, em Belém, durante a procissão de Santa Rita de Cássia, na manhã de ontem. Sob o sol ainda ameno do início da manhã, cerca de 4 mil fiéis caminharam juntos ao redor da imagem da santa. A procissão saiu da Paróquia de São José de Queluz, na avenida Cipriano Santos. Carregando um buquê formado por 24 rosas, a pensionista Carmem Brandão, 58 anos, vivenciava o momento idealizado no dia em que fez uma promessa à Santa Rita. Em agradecimento a uma graça pedida, a devota prometeu que distribuiria rosas na primeira procissão que conseguisse acompanhar. Diante da possibilidade de poder cumprir a promessa, Carmem disse que estava fortalecida. “Eu desejo que os que receberem essas rosas tenham multiplicados seus desejos e fé”. Antes que a imagem saísse em procissão, a dona de casa Rose Carvalho, 51, levou uma boneca de pano aos pés da imagem da santa. A intenção era agradecer pela saúde da filha de uma amiga. “Como ela ainda é muito pequenina, eu trouxe uma boneca para lhe representar”, explicou, agradecendo a bênção concedida. Com os pés descalços, Rose se preparava para acompanhar todo o percurso da caminhada, como faz todos os anos. Para ela, quem tem fé em Santa Rita de Cássia consegue alcançar seus objetivos. “Maria é nossa intercessora junto a Deus”. Entre os cerca de 500 guardas de diferentes paróquias que atuavam durante a procissão, a aposentada Elinda do Rosário, 84, chamava a atenção pela energia emanada. Segurando um cartaz com a imagem da santa que lhe serviu de inspiração na hora de batizar a própria filha, a senhora externava em largos sorrisos “Graças a Deus eu venho todos os anos. Não perco nenhuma procissão dela (santa)”, afirma. Já sem condições de acompanhar todo o percurso, a aposentada aguardou o retorno da imagem para a Paróquia de São José de Queluz. No momento em que a santa cruzasse as portas da igreja, ela saberia exatamente o que fazer. “Com 84 anos e forte para vir aqui, eu só tenho a agradecer”, diz. (Cintia Magno/Diário do Pará) |
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