Após conversas divulgadas em que o ministro Romero Jucá (Planejamento) fala sobre "estancar a sangria" da Operação Lava Jato, o presidente interino, Michel Temer, foi aconselhado por sua equipe a afastar temporariamente Jucá. O ministro do Planejamento afirmou nesta segunda (23) que não pensa em pedir demissão do cargo e que está "tranquilo" em relação ao teor das conversas divulgadas. A OAB emitiu uma nota dizendo que investigado na Lava Jato não pode ser ministro.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, Temer disse que tomará uma decisão entre esta segunda (23) e terça (24), mas reafirma seu "compromisso com as investigações da Operação Lava Jato, que fez um bem ao país", acrescentando que, se "houver embaraços pela frente, eles serão retirados".
"Quero destacar a importância da Lava Jato, um movimento que surgiu das ruas e as ruas precisam ser prestigiadas", afirmou o presidente interino.
"Se houver embaraços pela frente, estes embaraços serão retirados", acrescentou Temer. Segundo o presidente, ficou "estabelecido que ele [Jucá] vai dar as explicações" e que ele irá "avaliar hoje à noite, amanhã de manhã", o que fará.
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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