Os problemas do sistema de ar-condicionado do Aeroporto Internacional de Belém, que têm gerado incômodo a quem passa pelo local, foi tema de uma reunião realizada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na tarde desta terça-feira (31).
A reunião teve a presença de deputados estaduais e representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Segundo a empresa, todos os aparelhos de ar-condicionado do aeroporto devem ser consertados até o final do mês de julho.
Diversas críticas foram feitas, por turistas e usuários do aeroporto, sobre as altas temperaturas dentro do local.
CRISE FINANCEIRA
Segundo o superintendente regional da Infraero, Abib Ferreira, as causas que afetaram o aeroporto nos últimos meses estão ligadas à crise econômica do país e ao processo de concessão de aeroportos à iniciativa privada, política realizada pelo Governo Federal.
De acordo com a Infraero, em 2015, a empresa teve um dos piores desempenhos em a história, com um rombo orçamentário em torno de três bilhões de reais.
Abib Ferreira alegou que o Aeroporto Internacional de Belém estava sofrendo com problemas estruturais causados pela falta de repasses do governo federal, questão que começou a ser solucionada a partir do mês de abril deste ano.
“Houve uma demora nos repasses do governo federal, mas já fomos atendidos no que diz respeito à parte financeira, de manutenção, de gestão e de investimentos. A gente tem buscado as soluções, a exemplo do ar-condicionado que está com problema ainda, mas já temos a solução apontada, já temos um prazo, já tem empresa contratada. Esperamos que até o final de julho a gente já tenha a solução definitiva”, disse Abib.
O Aeroporto Internacional de Belém é o 15º mais movimentado do país e no ano passado recebeu quase quatro milhões de usuários. O aeroporto tem capacidade para receber 7,5 milhões de pessoas todos os anos.
(DOL)
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