Após 3 tentativas de negociação com a direção da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), trabalhadores do órgão decidiram entrar em greve, a partir de hoje. “Esperamos que 30% do efetivo trabalhe, mas não temos esse número definido por enquanto”, explicou Pedro Brois, diretor do Sindicato dos Urbanitários do Pará (STUPA).
A decisão pela greve foi acertada na manhã de ontem, durante assembleia dos servidores, no pátio da Cosanpa, no bairro de São Brás, em Belém. A principal reivindicação é o reajuste salarial de 15%. “A diretoria diz que não tem condições de pagar. Porém, também não conversa para entrar em acordo”, reclamou Brois.
Os colaboradores também cobram a realização de concurso público. Os servidores pedem, ainda, reajuste no ticket alimentação, que hoje é de R$ 800. “Nosso vale é uma conquista histórica. Então, pedimos o reajuste de 15% nesse valor. Com a inflação, tudo aumentou”, disse.
IMPACTOS
Segundo o sindicalista, a população não deve sofrer impactos com a greve, uma vez que os trabalhos de cortes e religação da água, bem como a manutenção de vazamentos de tubulações, são feitos por meio de empresas terceirizadas. “O maior impacto será interno”, ressaltou Brois. Os servidores marcaram um ato contra a diretoria, a partir das 7h de hoje, em frente à Cosanpa, na avenida José Bonifácio.
COSANPA
Em nota, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) disse que reuniu com o Sindicato dos Urbanitários. No entanto, a assessoria afirmou que o órgão não tem condições financeiras de dar o reajuste pedido pelos trabalhadores. Quanto à greve, a companhia declarou que espera que seja mantido o “contingente mínimo para funcionamento dos sistemas”. A Cosanpa também informou que “os dias não trabalhados em razão da greve, serão descontados na folha de pagamento”.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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