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Defensores cobram que Jatene revogue nomeação

Os defensores públicos querem que o governador Simão Jatene (PSDB) revogue a nomeação de Jeniffer de Barros Rodrigues Araújo, última colocada na eleição da categoria, realizada no último dia 13. Para eles, elevar Jeniffer ao posto de defensora geral do Es

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Os defensores públicos querem que o governador Simão Jatene (PSDB) revogue a nomeação de Jeniffer de Barros Rodrigues Araújo, última colocada na eleição da categoria, realizada no último dia 13. Para eles, elevar Jeniffer ao posto de defensora geral do Estado é “inesperável na conjuntura de Estado democrático de direito, diante da abissal diferença de votos entre o 1º colocado (125 votos) e a última e escolhida (Jeniffer teve 71 votos)”, cita a nota divulgada, ontem, pela Associação dos Defensores Públicos do Estado do Pará (ADPEP).

Jeniffer Araújo é casada com o advogado e empresário Eduardo Simões Araújo, que é sócio de Beto Jatene, filho do governador, na propriedade de 3 postos de combustíveis, em Belém. Os defensores se reuniram, na tarde de ontem, em assembleia extraordinária, na sede da ADPEP. Eles fizeram uma nota de desagravo, que deverá ser publicada na imprensa. No texto, pedem que Jatene revogue a nomeação de Jeniffer Araújo. Na reunião, ficou decidido que não haveria paralisação das atividades, em respeito à população que precisa dos serviços prestados pela Defensoria Pública.

Imagem: Divulgação/Ricardo Amanajás

Presidente da ADPEP, o defensor público Fabio Pires Namekata explicou que não há prazos de espera para que haja um efeito prático da nota e que qualquer outro posicionamento será definido em nova assembleia.

Para Fábio Pires, nomear o 3º lugar, em vez do 1º não se configura como uma atitude democrática. “Em um universo de 250 votantes, nomear a candidata que teve 54 a menos que o mais votado é algo muito grave”, disse o defensor. A nota de desagravo fala, ainda, de uma insatisfação geral causada pela decisão, que fere a conquista da autonomia da Defensoria Pública, a partir de “uma série de duras lutas nas últimas três décadas”.

AFRONTA

O documento cita o ato de nomeação como uma “posição estarrecedora e antidemocrática”, que “caracteriza afronta à vontade soberana dos defensores públicos”. Mesmo reconhecendo não haver ilegalidade no ato, a nota lembra que houve, no entanto, a violação dos princípios da razoabilidade, moralidade e da confiança. Apesar de várias tentativas, o DIÁRIO não conseguiu falar com Jeniffer Araújo.

(Carolina Menezes)

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