As falhas na cobertura da telefonia móvel no Pará são problemas recorrentes. As ligações não completam, caem no meio da chamada ou, em muitos casos, nem sinal os celulares têm. Diante desta realidade, em 2015, foi criado o Grupo de Trabalho de Telefonia (GTT) no Ministério Público do Pará (MPE), em Belém.
O objetivo é buscar melhorias nos serviços e, junto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), criar estratégias para conter o mau serviço prestado ao consumidor. Além disso, o Grupo também estuda formas de notificar e penalizar as operadoras. O 3º encontro do GTT foi realizado na manhã de ontem, na Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, na capital paraense.
PARÁ
“Vamos tentar minimizar os problemas, que atingem todo o Estado. Os telefones nem mesmo funcionam”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do GTT, César Bechara Mattar Júnior. Atualmente, o Pará está em último lugar em qualidade de telefonia. “Você não consegue acesso, não completam as ligações”, ressalta Bechara Mattar Júnior. Para o promotor, o encontro busca mapear todos os problemas. “Posteriormente vamos sentar com as prestadoras também”, assegura.
Durante a reunião, o gerente regional da Anatel, Carnot Guimarães, apresentou informações sobre a infraestrutura de rede e indicadores de cada município. Para Guimarães, os serviços ofertados pelas operadoras devem ser de qualidade. “Se permanece no mercado, tem de funcionar”, diz.
O gerente ainda explica que as operadoras prestam um serviço privado, com retorno financeiro, o que não anula suas responsabilidades. “100% dos municípios brasileiros têm telefonia móvel, agora temos de buscar a qualidade deste serviço”, observa. A Anatel colabora com o Ministério Público para tentar uma solução com as prestadoras.
(Roberta Paraense)
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