Além de espaço de lazer, aos finais de semana, a Praça da República vira uma oportunidade para se ganhar uma renda extra. Com a ideia em prática já há 3 domingos, a universitária Áure Silva, 24 anos, resolveu abraçar a chance de garantir um complemento para o custeio da faculdade de administração. Tendo a prima, a também estudante Fernanda Oliveira, 18, como ‘sócia’ no negócio improvisado, Áure oferecia um copo de caipirinha a R$1.
Além do garrafão, dos copos e do cartaz de papelão, tudo o que as jovens necessitaram para dar andamento ao projeto foi disposição. “Nós acordamos às 5h para preparar tudo”, contou Áure. “Vale a pena acordar cedo no domingo porque dá para garantir um dinheiro extra”, complementou Fernanda.
Com produtos mais variados, 3 amigas vendiam quitutes com um objetivo diferente: custear as despesas e as passagens para participarem de uma competição de dança fora de Belém. No recipiente, empadas, bolos e bombons de chocolate eram oferecidos.
VENDAS
“Nós encomendamos as comidas e viemos vender. Hoje (ontem) é o nosso 1º dia”, explicou a aluna de dança, Adaíse Oliveira, 28. Apesar da viagem estar programada para este mês, a estudante Juliana Cardoso, 15, ressalta que a ideia é fazer da venda uma alternativa duradoura. Mais experiente nesse tipo de ação, a estudante Élida Jesana, 19, vendia água e ‘Cremosinho’ com um grupo de amigas para arrecadar fundos para um projeto social da igreja da qual faz parte.
As vendas, que variam durante o ano, têm sempre a Praça da República como cenário. “Esse dinheiro vai possibilitar que a gente organize uma gincana para as crianças atendidas pela igreja”.
HABILIDADE
Sentindo a necessidade de complementar a renda em tempos de crise, a turismóloga e teóloga Iraneide Silva, 54 anos, aproveitou sua habilidade na cozinha. Escolhido o melhor lugar sob a sombra de uma árvore, ela oferecia o combo de empada e suco a R$3. “Praça da República converge muita gente, pessoas de todos os bairros e todos os gostos”.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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