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Paraenses ganham prêmio com iogurte de cenoura

Cinco alunos do curso de Tecnologia de Alimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Marabá, foram premiados em 1° lugar no I Congresso de Engenharia, Ciência e Tecnologia de Alimentos (Cecta), realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

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Cinco alunos do curso de Tecnologia de Alimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Marabá, foram premiados em 1° lugar no I Congresso de Engenharia, Ciência e Tecnologia de Alimentos (Cecta), realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) entre 16 e 20 de maio.

Os estudantes são os idealizadores do trabalho Elaboração de iogurte de cenoura, castanha-do-Brasil e caramelo de beterraba, que foi reconhecido no evento.

A boa alimentação está diretamente ligada à qualidade de vida, o que tem conscientizado a sociedade a adotar novos hábitos.

O grupo formado por Otiniel Moreira do Nascimento, de 22 anos, Laira Lima da Silva e Amanda Thais Ghecki, de 21, e Thaynná Silva Athiê e Douglas Welligton Ferreira, de 20 anos, trouxe como diferencial no trabalho a apresentação de características benéficas a quem consumisse, além de agregar valor a matéria-prima amazônica representada na castanha-do-Brasil.

Na composição do iogurte são utilizados: leite bovino integral, culturas lácticas, leite em pó, caramelo de beterraba, cenoura e castanha-do-Brasil. As raízes escolhidas agregam valor ao produto por serem ricas em componentes nutricionais, além de conter betalaína, betacaroteno, selênio e fibras.

De acordo com o aluno Douglas Wellington, o objetivo agora é dar mais visibilidade ao projeto. “Esperamos conseguir aplicar a produção em escala comercial. Isso é muito importante para mostrar que o curso de Tecnologia de Alimentos tem conquistado a cada dia o seu papel na ciência de alimentos”, ressaltou o estudante.
A elaboração do iogurte adicionado de cenoura, castanha-do-Brasil e caramelo de beterraba mostrou-se viável para comercialização. (Foto Divulgação)

O trabalho se desenvolveu durante a disciplina da professora Maricely Uria Toro, que orientou o grupo. “A ideia surgiu na aula de alimentos funcionais e eles desenvolveram na prática. Os alunos tem um potencial enorme, e notamos isso observando o controle que eles possuem na elaboração de um produto”, afirmou a professora.

Para as análises físico-químicas foram obtidos os seguintes resultados: pH 4,6%; acidez 0,78%; proteínas 3,13% e lipídeos 3,0%. Todos os valores encontraram-se dentro dos padrões estabelecidos pela Instrução Normativa n° 46, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e no Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Leites Fermentados, do Diário Oficial da União.

Para verificar a opinião do público, os alunos aplicaram a análise sensorial com 50 pessoas. Quarenta e sete por cento delas estão na categoria “gostei muitíssimo”, 33% na “gostei muito”, 12% estão na “gostei moderadamente”, 4% em “gostei ligeiramente”, 3% para “nem gostei/nem desgostei” e 1% para “desgostei ligeiramente”. Para intenção de compra, a pesquisa apontou que 80% dos provadores comprariam o produto e 20% talvez comprasse.

A elaboração do iogurte adicionado de cenoura, castanha-do-Brasil e caramelo de beterraba mostrou-se viável para comercialização e produção mediante aos resultados obtidos nas análises. Nos padrões da legislação vigente, o produto é descrito como iogurte integral tipo sundae.

(Rafael Dias, Ascom Uepa)

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