Durante a primeira reunião de trabalho com representantes das indústrias do Pará e de toda a Amazônia, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, criou uma comissão que acompanhará a Ação Pró–Amazônia, formada pelas federações industriais dos 9 estados da região. A reunião foi realizada ontem, na sede Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), em Belém. Foram apresentadas ao ministro informações sobre a realidade do setor e apontadas sugestões para a pasta da Integração contribuir para o desenvolvimento da região.
“É importante que o Governo Federal, através dos ministérios, possa estar atento às demandas das regiões”, disse Helder. “Como paraense, é importante debater e discutir os anseios e expectativas de políticas públicas e inclusão de desenvolvimento que estão dentro da nossa missão”, complementou. Ainda segundo ele, o objetivo é levar as demandas a Brasília.
O grupo será formado por membros do Ministério da Integração e entidades ligadas às indústrias. De acordo com o presidente da Fiepa, José Conrado, os representantes amazônicos catalogaram as dificuldades do setor a Helder, para que o ministro tente ajudar diante do atual cenário da economia brasileira. “Além de debater, foi importante para criar o grupo de trabalho para acompanhar as ações e para que todos os entraves sejam resolvidos”, destacou Conrado.
REPRESENTAÇÃO
Para Jandir Milan, presidente da Federação das Indústrias no Mato Grosso (Fiemt), a criação do grupo de trabalho é importante, sobretudo, por ser o ministro um representante da região. “Acreditamos que vai dar bom resultado, pois vimos que há uma grande vontade dele em dialogar com o grupo”, pontuou. “Esperamos que as demandas sejam atendidas pelo Ministério”, concluiu Milan.
COMISSÃO
A primeira reunião oficial da comissão amazônica, criada por Helder Barbalho, foi agendada para a próxima quarta-feira (15), às 11h, em Brasília, no Distrito Federal.
QUESTÃO HÍDRICA É DEBATIDA EM ENCONTRO
O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, também participou na noite de ontem, em Belém, da etapa regional preparatória para o 8º Fórum das Águas, que será realizado em Brasília, em março de 2018. Em tom de crítica, o ministro apresentou números que mostram que Belém, assim como todo o Pará, carece de investimentos em recursos hídricos. Segundo ele, apesar de a capital dispor de água em abundância, 11% da população não tem fornecimento contínuo do serviço e apenas 1,4% do esgoto gerado na cidade é tratado. “A insegurança hídrica no Estado não decorre da escassez de água, mas da instabilidade econômica e da falta de infraestrutura e saneamento”, disse.

Amyr Klink, navegador, participou do evento. (Foto: Jader Paes/Diário do Pará)
O Ministério da Integração Nacional desenvolve programas e ações que visam garantir mais equilíbrio e acesso à agua de qualidade. Helder anunciou iniciativas de enfrentamento à escassez de água. “Queremos promover práticas agrícolas que preservem os solos e os mananciais e ampliar a atuação da defesa civil na redução dos efeitos de inundações, secas e estiagens.”
EXEMPLO
O Norte das Águas – Rumo a Brasília 2018 trouxe a Belém o velejador, navegador e escritor Amyr Klink, que falou sobre sua experiência de 30 anos de navegação na preservação do meio ambiente. “Na minha atividade, cuido das nascentes e utilizo a água de forma racional”, disse.
(Michelle Daniel e Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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