Continua a fase de depoimentos sobre a explosão da caldeira de tratamento de castanha do Pará, da empresa Paratini, há uma semana. Na tragédia, ocorrida no bairro do Tapanã, em Belém, 4 pessoas morreram e 3 ficaram feridas. Na manhã de ontem (16), 2 funcionários que estavam na fábrica no dia da explosão foram ouvidos na Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema).
Presidente do inquérito policial, o delegado Vicente Costa aguarda o engenheiro Rodolfo Monteiro, responsável pela última manutenção realizada na caldeira, em 17 de maio passado. Ele deveria ter ido até a Dema na quarta-feira (15). No entanto, o profissional entrou em contato com o delegado e afirmou estar com problemas de saúde. “Temos o laudo da vistoria do engenheiro e por ele a caldeira estava apta a funcionar”, falou Costa. A vistoria é realizada por um engenheiro mecânico e um químico, contratados pela Paratini. Segundo o delegado, há algumas divergências nos depoimentos dos funcionários já ouvidos. Alguns afirmam que a caldeira apresentava problemas, enquanto outros dizem que o funcionamento era normal.
Um funcionário, que pediu para não se identificar, afirmou que no dia da explosão estava ao lado da caldeira. Ele não foi atingido pelo vapor quente, mas foi arremessado e se machucou. “Não deu tempo de ver nada. Só vi quando já estava dentro do carro sendo levado para o hospital”. O trabalhador foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Augusto Montenegro,
depois foi liberado.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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