Ainda faltam alguns dias para a celebração de São João, mas a procura pelos tradicionais banhos de ervas da quadra junina, comercializados pelas erveiras do Ver-o-Peso, já é registrada desde o início do mês de junho. E para o próximo dia 24, data em que se comemora o nascimento de São João, a pedida é o banho que leva o nome do famoso “santo festeiro”.
A mistura de ervas cultivadas e colhidas na região amazônica promete atrair a sorte, felicidade, saúde, bons negócios e ainda tem o poder de levantar o astral. Na barraca da erveira Bernadete Freire Costa, 66, mais conhecida como Beth Cheirosinha, uma garrafa de 600 ml do “banho cheiroso de São João” custa R$ 20.
Com uma fórmula própria, o banho é preparado pela erveira à base de ervas como o manjericão, chama-dinheiro, pataqueira, esturaque, catinga de mulata, alecrim de Angola, dinheiro em penca, priprioca e patchouli. “Se for para uma pessoa, pode fazer o banho todos os dias, até terminar. Mas se for para a família, aí tem de ser a garrafa toda”, explica Beth, com a experiência de quem trabalha com isso há 50 anos.
COMO USAR
Beth diz ainda que, para o resultado ser melhor, antes de banhar-se com o tradicional banho de São João, a pessoa deve utilizar o banho do Descarrego, indicado para afastar mau olhado e energias negativas. O preparado contém 7 ervas: comigo ninguém pode, vence tudo, hei de vencer, quebra barreira, cipó de alho e mucura-caá.
O conteúdo precisa ser diluído em um balde com água e deve ser utilizado apenas para lavar o corpo, do pescoço para baixo. “Não pode se enxugar. Tem de sair de casa, dar uma volta para o vento levar todas as coisas ruins”, orienta Beth. Em seguida, o excesso do banho deve ser retirado com água limpa e sabão de coco. Depois, é só usar o banho de São João, também diluído em água e lavar da cabeça aos pés.
VARIEDADE QUE ENCANTA

Com o filho e o marido, a professora Elcilene Ferreira, 36, de Marabá, Sudeste do Estado, ficou encantada com a variedade de ervas do Ver-o-Peso. “Tinha uma grande curiosidade de ver. É uma cultura rica que temos aqui e fizemos questão de vir”, disse.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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