A tarifa do transporte coletivo urbano de Belém e Região Metropolitana pode sofrer novo reajuste na próxima semana. Ontem, a Superintendência de Mobilidade Urbana da capital (Semob) convocou as 18 entidades que compõem o Conselho Municipal de Transporte, responsável pela análise e aprovação do reajuste.
Se antecipando ao aumento, a Semob sugeriu reajuste de R$2,70 para aproximadamente R$3. Nesse caso, o reajuste sugerido pelo órgão municipal ficaria cerca de 11% mais caro. O percentual está acima da inflação do período (abril de 2015 a abril de 2016) fixado em pouco mais de 10%.
Na planilha técnica encaminhada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel), a proposta é reajustar a tarifa para R$ 3,25. O que corresponde a um aumento de cerca de 20%. O último reajuste foi feito em maio de 2015, quando a passagem dos coletivos passou de R$ 2,40 para o atual valor de R$ 2,70. Segundo o Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), com a atual tarifa, o trabalhador assalariado passou a gastar por mês pouco mais de R$ 129 com passagem de ônibus, comprometendo quase 15% do salário. Se houver o reajuste, esse gasto pode ir para R$ 156 ou quase 18% da renda mensal do assalariado.
SEMOB
Em nota, a assessoria da Semob informou que não vai se pronunciar sobre o possível reajuste das tarifas até a primeira reunião para tratar do assunto, marcada para ser realizada na próxima quarta-feira, dia 22.
OPINIÃO
NOTÍCIA RUIM
“Acho o aumento um absurdo e fora da realidade do trabalhador paraense”, considera a estudante Adriele do Carmo, 19. O técnico eletrônico, Jhonatan Souza, 19, também reclama. “Se houvesse melhorias no transporte até tudo bem, mas as condições dos ônibus são as piores. Além de sujos, são superlotados”, critica.
(Leidemar Oliveira)
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