A aposentada Maria do Nascimento, 75, quebrou o braço direito ao cair em sua casa. Apesar de estar sentindo muita dor, passou mais de 30 minutos para ser retirada da ambulância em frente ao Pronto-Socorro Municipal (PSM do Guamá). A paciente mora no município de Curuçá. Sem recursos na rede hospitalar municipal, ela viajou para Belém de ambulância. Porém, teve de esperar 35 minutos no PSM do Guamá para conseguir um funcionário para retirar a paciente da ambulância. Enquanto estava no veículo, a aposentada se contorcia de dor e chorou a maior parte do tempo.
A cena revoltou as pessoas que aguardavam do lado de fora do hospital. “Gente, isso é um absurdo. Nunca vi tanta desumanidade”, disse a auxiliar de serviços gerais Ana Kátia da Silva, 38. A retirada de Maria do Nascimento só aconteceu depois que o motorista da ambulância, que preferiu não se identificar, entrou no PSM para pressionar os médicos. A informação dos funcionários era de que não havia traumatologista disponível no momento para atendê-la. Apesar da fragilidade física da paciente e das dores que estava sentido, ela continuou sentada em uma cadeira de rodas após entrar no PSM.
SOFRIMENTO
Já a dona de casa Ana Braga, 31, chegou ao PSM do Guamá por volta das 17h de ontem, com dor e sem reconhecer ninguém. Moradora de Igarapé-Miri, ela chegou a ser atendida na Unidade de Saúde da cidade. Após avaliação médica, o diagnóstico foi de princípio de derrame. A paciente foi transferida para Belém. Entretanto, até as 20h ainda não havia sido medicada e estava em uma cadeira de rodas na recepção. A Secretaria Municipal de Saúde não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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