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Pescador é morto e tem renda do peixe roubada

Indignação e revolta. Este é o sentimento da família do vendedor de peixes Nels Nelson Teixeira de Souza, de 50 anos, assassinado na noite de sábado (25), na Baía do Sol, no distrito de Mosqueiro, em Belém. O DIÁRIO acompanhou com exclusividade o drama de

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Indignação e revolta. Este é o sentimento da família do vendedor de peixes Nels Nelson Teixeira de Souza, de 50 anos, assassinado na noite de sábado (25), na Baía do Sol, no distrito de Mosqueiro, em Belém. O DIÁRIO acompanhou com exclusividade o drama de Maria José Teixeira, 71 anos, mãe da vítima. Sentada em um banco de madeira, ela passou mais de três horas olhando para o corpo do filho assassinado com um golpe de faca no tórax.

“Ele era um pessoa trabalhadora que saía cedo para pescar e vender o produto nas ruas da Baía do Sol. Ainda hoje (sábado), ele passou em casa com o peixe que estava vendendo. A justiça de Deus será feita e o criminoso há de pagar pela minha dor”, dizia Maria José, visivelmente abalada com a tragédia.

Testemunhas relataram ao DIÁRIO que o crime começou em um assalto motivado por conta do dinheiro arrecadado com a venda de peixe. O criminoso atacou Nels Nelson Teixeira para tomar a renda e este teria reagido, entrado em luta corporal com o assassino até ser furado mortalmente com uma faca.

“Eles começaram a brigar mais lá em cima e o assassino veio correndo atrás dele, já o furando até aqui. Uma moradora que gritou para ele não furar mais o nosso amigo”, relatou a mãe Maria José. O crime aconteceu na passagem São Sebastião. Meia hora depois, policiais militares, sob o comando do capitão Victor, foram ao local e, com as características do suspeito, chegaram até a casa dele, onde o detiveram, em seguida o encaminharam para atendimento médico e, depois, para a Seccional Urbana do Mosqueiro.

O DIÁRIO esteve com o assassino confesso, identificado como Celso Monteiro da Silva, 27, morador da Baía do Sol. Algemado e com sinais de ter ingerido bebida alcoólica, ele alegou legítima defesa. “Estávamos na festa dos pescadores, quando ele se desentendeu comigo, que estava como fogueteiro, e me deu uma tapa na cara”, disse Celso Monteiro, que relatou ainda ter pego uma faca em sua casa e, ao voltar à festa, teve outro desentendimento com a vítima, resultando no assassinato.

VERSÃO CONTESTADA

A versão do acusado foi desmentida pelo capitão Victor, do 25º BPM de Mosqueiro. “Este rapaz é um criminoso frio. Ele teve a coragem de se mutilar com a faca usada para matar a vítima, para alegar legitima defesa. O rapaz era trabalhador e as testemunhas apontam para o crime de latrocínio”, afirma o capitã. Depois de confessar o crime diante da reportagem do DIÁRIO, Celso Monteiro da Silva, ao ser interrogado pelo delegado Heitor Viana Filho, resolveu se pronunciar apenas em juízo. Ele está preso por homicídio qualificado.

(J.R. Avelar/Diário do Pará)

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