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Cinema de Terrence Malick em debate

Terrence Malick, 72 anos, não é um famoso diretor de cinema usual: além de não possuir uma extensa lista de filmes em sua carreira, sua estética e narrativa fogem do clichê cinematográfico contemporâneo – voltado em demasia para o entretenimento. Com oito

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Terrence Malick, 72 anos, não é um famoso diretor de cinema usual: além de não possuir uma extensa lista de filmes em sua carreira, sua estética e narrativa fogem do clichê cinematográfico contemporâneo – voltado em demasia para o entretenimento. Com oito longas-metragens, passou 20 anos sem querer filmar. Estudou filosofia e debruçou-se sobre a obra de Martin Heidegger. Chegou também a lecionar a disciplina no Massachusetts Institute of Technology (MIT), renomado centro de pesquisas tecnológicas. A influência dos estudos nas produções cinematográficas é pungente: seus filmes quase sempre tocam em questões existenciais.

O primeiro filme data de 1964. Depois, lançou “Terra de Ninguém” (1973) e “Cinzas no Paraíso” (1978). Só voltou a lançar outro título em 1998, “Além da Linha Vermelha”, que foi indicado a sete Oscars, incluindo melhor diretor e roteiro. O seu mais conhecido filme é “Árvore da Vida” (2011). Para promover reflexões acerca da sua obra, o Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), com apoio da Fundação Cultural do Pará (FCP), realiza hoje, às 18h30, no Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, a mesa-redonda “O Cinema de Terrence Malick: Uma Estética Contemporânea?”. A entrada é gratuita.

Os críticos de cinema e pesquisadores Marco Antônio Moreira, Francisco Cardoso, Arnaldo Prado Jr., Augusto Pacheco e Guilherme Lobão de Queiroz – que defendeu a dissertação “Pegadas de dinossauro: uma expedição teopoética pelo cinema de Terrence Malick”, pela Universidade de Brasília (UnB) - participam da programação.

“Ele é um dos grandes diretores do cinema moderno, com uma estética muito peculiar, mas paga um preço por isso, é amado e odiado. São filmes com narrativas provocadoras e que estimulam a reflexão, ele ficou marcado por isso. Além disso, percebemos uma indiferença quanto à sua produção”, acredita Marco Antônio.

A ideia é discutir sobre o conjunto da obra de Malick e discutir sobre fotografia, som, e narrativa. Guilherme Lobão de Queiroz explica que o diretor criou uma forma diferente de apresentar o conteúdo fílmico, que nem sempre pode gerar entendimento de forma rápida. O off – ou seja, quando um narrador conta a história sem que os personagens estejam falando – foi concebido para não combinar com a imagem, criando duas camadas narrativas. A isso, acrescenta-se sons de sussurro.

“Esta, entendo ser uma das chaves para se ler a narrativa de Malick. No entanto, suas singularidades passam ainda pelo trabalho gestual dos atores, com ênfase no toque das mãos, passam pelo trabalho com a paisagem e, claro, pela fotografia, na qual Malick desafia seus cinematografistas a trabalharem somente com luz natural”, conta Guilherme, que pretende falar sobre a própria vida de Malick e como isso se reflete na sua estética, por meio de lembranças da infância, da família e das suas ideias filosóficas.

Os participantes receberão certificados pela participação no evento. O limite é de 70 vagas.

PARTICIPE

Mesa-redonda “O Cinema de Terrence Malick: Uma Estética Contemporânea?”
Quando: Hoje, às 18h30 Onde: Casa das Artes
Cine Alexandrino Moreira -Pça. Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica
Quanto: de graça
Informações: (91) 4006-2926.

(Diário do Pará)

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