Na última sexta-feira (1º), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou a contratação de 1.152 brigadistas, que vão atuar no combate a incêndios florestais em 72 unidades de conservação (UCs) federais, a maioria localizada em áreas de maior risco de fogo nesse período do ano. No Pará, a área que receberá os brigadistas é a Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), em Santarém.
Inicialmente, seriam contratados apenas 450 brigadistas. Com o aumento do contingente, as unidades ganham um reforço importante. “Essa ampliação vai nos ajudar muito. Já temos brigadistas capacitados em várias unidades. Agora, é só providenciar a contratação e colocar as equipes em campo”, disse o coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, Christian Berlinck.
O ICMBio também está promovendo uma série de ações preventivas nas unidades de conservação para evitar incêndios. “Desde maio, estamos providenciando os aceiros (faixa de terra limpa para evitar a passagem do fogo) e orientando as comunidades do entorno das unidades sobre condutas que colocam em risco a natureza”, afirmou Berlinck.
Período preocupa
Todos os anos, no período da seca (junho a outubro) nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, ocorrem muitos incêndios florestais. Por negligência ou ação criminosa, em sua grande maioria, os incêndios são causados pela ação humana e podem gerar grandes prejuízos à natureza, destruindo a fauna e a flora.
Para evitar incêndios, o ICMBio, que administra 325 unidades de conservação federais em todo o País, divulga informações para conscientizar as pessoas sobre hábitos que colocam a natureza em risco.
Entre as principais causas de incêndio estão a limpeza de pastagem para agricultura e pecuária, a queima de entulho, as fogueiras e a prática ilegal de soltar balões.
(Com informações do ICMBio)
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