O sistema de Bus Rapid Transit (BRT) já virou novela sem fim em Belém. Anunciado na última gestão de Duciomar Costa e com obras iniciadas em janeiro de 2012, é um dos projetos mais caros, polêmicos e discutidos de Belém. Muitos protestos, debates e discussões já foram realizados e o projeto continua incompleto, servindo apenas de palanque eleitoral.
A previsão inicial era que seriam gastos R$ 500 milhões em todo o projeto, até este ano, o que incluiria o BRT do centro da cidade até Icoaraci. Na gestão Duciomar Costa mais de R$ 200 milhões foram usados. Na gestão de Zenaldo, de acordo com o Portal da Transparência municipal, já foram contratados cerca de R$ 320 milhões com empresas para execução das obras no projeto.
Na campanha para se eleger prefeito, Zenaldo bradava: “Obra boa é obra pronta”, e prometeu concluir o tão aguardado projeto. As obras seguem lentas, sempre provocando grande confusão em alguns trechos e sem previsão de conclusão. De olho nas eleições, na última sexta-feira a prefeitura fez a “inauguração” da obra inacabada, realizando uma “viagem inaugural”, quando Zenaldo, acompanhado de seu maior cabo eleitoral, o governador Simão Jatene, embarcaram num dos ônibus articulados do BRT. A verdade é que o BRT não liga nada a lugar nenhum.
PAULITEC
O “filé mignon” da obra foi, coincidentemente, destinado para o consórcio Paulitec/EIT, que receberá cerca de R$ 275 milhões para executar o projeto. A Paulitec é a empreiteira preferida dos tucanos no Pará e já ganhou milhões e milhões de reais em obras no Estado. Nos governos tucanos, as empresas Paulitec e sua parceira constante, a Construbase Engenharia, receberam contratos que somam mais de R$ 1 bilhão.
As principais obras do PSDB no Estado nos últimos anos têm sido da construtora, como a Alça Viária, o Hangar, Parque do Utinga, Hospital Abelardo Santos, Hospital Regional de Itaituba, conserto da ponte sobre o rio Moju, prolongamento da avenida João Paulo 2º, entre outras.
(Luiz Flávio / Diário do Pará)
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