Mesmo com pouco sol, o calor não deu trégua, na tarde de ontem, em Outeiro, distrito de Belém. Muitas famílias aproveitaram o clima para se reunir nas praias do balneário, neste primeiro final de semana de julho. Porém, o movimento ainda foi considerado fraco para o período. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 15 mil pessoas estavam em Outeiro ontem. “Geralmente tem 35 mil veranistas, nos domingos de férias”, avaliou o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Carlos Rangel.
Quem aproveitou toda essa tranquilidade foi a dona de casa Marcela Tavares, 41 anos, moradora do bairro da Pedreira, em Belém. Acompanhada dos 2 filhos, da irmã e do sobrinho, ela optou pelo distrito por ser o mais próximo de Belém. “Aqui é perto e tem tudo de uma boa praia”, afirmou. Já a professora Alzenira Santos, 31, viajou da ilha do Marajó para aproveitar as férias em Belém. Ontem, ela curtiu Outeiro. A veranista, que mora em Santa Cruz do Arari, se reuniu com 12 pessoas da família no balneário, o que já virou uma rotina que se repete quase todos os anos. “Por aqui está tranquilo, está favorável”, brincou.
Mesmo diante da situação financeira difícil do País, ela afirma que as férias são para aproveitar. “Vamos economizando durante o ano para viajar”, contou. A próxima parada da família de Alzenira será na Ilha de Mosqueiro. “Temos de aproveitar o que puder”.
AMBULANTES
Quem não gostou do movimento menor do que o esperado foi o ambulante Julho Santos, 59. Há 7 anos vendendo bombons, cerveja e refrigerantes nas praias de Outeiro, ele não contava com a renda tão baixa como a de ontem. Às 14h30, o autônomo tinha vendido apenas R$ 20. “Ano passado, no 1° domingo, eu já teria vendido uns R$ 100”, comparou.
Apenas 3 ocorrências foram registradas pelo Corpo de Bombeiros ontem. Entre elas, um corte e 2 casos de crianças perdidas. Os militares orientam aos adultos que evitem bebidas alcoólicas antes de entrar na praia. E, quando levar crianças, que não descuidem delas, principalmente se a maré estiver alta. “Não são os filhos que se perdem dos pais. São eles que se perdem dos filhos”, disse o tenente Carlos Rangel.
(Roberta Paraense/Diário do Pará0
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