Para um rápido e seguro diagnóstico de infecção pelo zika vírus, a partir de hoje, os planos de saúde são obrigados a oferecer um kit com 3 exames para detectar o mal em todo o Brasil. As informações sobre alterações típicas associadas com a doença são uma realidade, como, por exemplo, a microcefalia em bebês.
A medida segue um decreto de saúde pública, da Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas em casos específicos. Diante disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), impôs que os convênios de saúde deem cobertura às analises: PCR, IGM e IGG. “Sem dúvida, estes exames são mais um avanço na medicina, para dar um diagnóstico preciso e correto”, avaliou a bioquímica Priscila Braga.
Para a especialista, as grávidas, recém-nascidos, crianças com má formação, ou as que não têm, mas as mães tiveram zika na gravidez, não devem deixar de fazer os testes. “É importante que essas pessoas busquem os exames com seus médicos, em caso de suspeita para ter um laudo mais assertivo e dar início ao tratamento mais eficaz”, ressaltou Priscila.
Conforme Flávio Wanderley, diretor regional Norte e Nordeste da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), os convênios já estão adequando os seus laboratórios próprios e os conveniados para cobrir os exames somente ao grupo prioritário. “O objetivo é oferecer às mulheres no 1º trimestre da gravidez e aos renascidos”, orienta.
SOB INDICAÇÃO
Estes exames já vinham sendo oferecidos pelos laboratórios privados, desde o início de 2016, conforme Fábio Brazão, diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Pará (Sindespa). “É importante destacar que é necessário a indicação do seu médico, para saber qual exame deve fazer ou se todos. Cada caso é específico”, reforça.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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