Energia elétrica firme e de qualidade: alguns dos requisitos básicos para que os cidadãos consigam usufruir de uma melhor qualidade de vida e comecem a enxergar infinitas oportunidades de desenvolvimento. O ponta pé inicial para que essa realidade já se faça presente foi dado na semana passada, quando a Celpa inaugurou a subestação de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó.
A obra faz parte da segunda etapa da conexão da Ilha ao Sistema Interligado Nacional e ocorre através de dois circuitos de cabos subaquáticos. Com um comprimento de aproximadamente 17 quilômetros, em cada circuito, os cabos conectam a subestação de Vila do Conde, em Barcarena, a nova subestação de Ponta de Pedras, que deve beneficiar mais de 30 mil pessoas no município.
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(Foto: Agência Pará)
O presidente da Celpa, Nonato Castro, comemorou o feito. “Nós estamos dando um grande passo rumo ao desenvolvimento e progresso. A tecnologia dos cabos subaquáticos é inédita no Estado e junto com a construção de subestações e rede de distribuição, proporciona energia elétrica de qualidade e possibilitará aos provedores de internet a realização de investimentos que visam a expansão e melhoria do serviço. Isso tudo deve impulsionar a geração de emprego e renda na região”, avaliou Nonato.
Essa parte inicial da obra de interligação tem um investimento de aproximadamente R$ 60 milhões, que compreende a ampliação e construção de subestações e a construção de 36 quilômetros de redes, sendo aproximadamente 17 quilômetros subaquáticas. Essa interligação via rio faz parte de um projeto maior no Marajó, cujo investimento total gira em torno de R$ 242 milhões e prevê ainda a construção de mais oito novas subestações e 794 quilômetros de rede, que beneficiarão municípios como Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.
Dentre as melhorias que a obra traz para região, está a substituição das fontes de geração de energia elétrica que atendem os municípios da Ilha.
As usinas térmicas que suprem essas cidades serão gradativamente desativadas com a entrada em operação dos cabos subaquáticos e das demais obras, que envolvem novas subestações e linhas de transmissão. Assim, a geração térmica dará lugar a uma fonte de geração hídrica, pois a obra levará energia elétrica proveniente do Sistema interligado Nacional a essas localidades e beneficiará, diretamente, cerca de 450 mil pessoas residentes no arquipélago.
A primeira etapa do projeto, conhecida como Marajó I, concluída em 2013, recebeu investimento na ordem de R$ 179,5 milhões, aplicados na ampliação de duas e construção de seis novas subestações, além da construção de 685 quilômetros de rede. Essa primeira fase atendeu aos municípios de Portel, Melgaço, Curralinho, Breves, Baião e Bagre.

(Foto: Agência Pará)
INTERNET
Além da energia elétrica, essa infraestrutura será responsável por levar internet de alta velocidade a Ilha, pois a Celpa também viabilizou uma estrutura de fibra óptica no projeto, responsável pela transmissão de dados permitindo que a ilha do Marajó seja interligada à rede pública de internet.
São 24 pares de fibra com 10,7mm de diâmetro total. Isso representa o transporte de dados em alta velocidade, proporcionando o alcance de taxas de transmissão da ordem de 40 Gbps. O primeiro município do arquipélago a receber internet via fibra óptica é Ponta de Pedras.
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