A noite de ontem foi de comoção para familiares e amigos de Diego Vieira Machado, 29 anos, assassinado no Rio de Janeiro no sábado (2), durante a missa de 7º dia, realizada na igreja dos Capuchinhos. Os colegas da vítima decidiram organizar a celebração em sua homenagem.
O estudante Charles Alves, 32, amigo de Diego, afirma que ainda é muito difícil acreditar na morte do estudante. “Era um grande amigo e parceiro para todas as horas. Ficar sem informações e não ter o corpo para podermos nos despedir é o mais angustiante nesse momento”, lamentou Alves.
O corpo do estudante deverá chegar a Belém na próxima quarta-feira (13). A informação foi repassada à família ontem, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo o irmão de Diego, Maycon Machado, a instituição se encarregará de fazer o embalsamento e o traslado do corpo.
Ainda será necessário conseguir autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o transporte aéreo do corpo. Diego foi encontrado morto na Baía de Guanabara, próximo ao campus da UFRJ da Ilha do Fundão. Durante a missa, os amigos de Diego se abraçaram e choraram muito. Maycon informou que todos vivem a expectativa pela chegada do corpo.
INFORMAÇÕES
Segundo ele, os parentes continuam sem saber das investigações sobre o assassinato de Diego. A notícia de que a causa da morte pode estar relacionada a envenenamento chegou até os parentes da vítima por meio da imprensa. “Estamos muito apreensivos por não sabermos o que ocorreu e por não termos nosso irmão aqui para nos despedirmos”, disse Maycon.
De acordo com a UFRJ, a Polícia Militar (PM) comprometeu-se a reforçar a segurança do campus da Ilha do Fundão, no horário noturno, principalmente na saída dos prédios acadêmicos. A universidade também solicitou reforço no policiamento dos ônibus que circulam na Cidade Universitária.
O jovem será sepultado na cidade de Acará, região nordeste do Pará. O DIÁRIO não conseguiu falar com o delegado Fábio Cardoso, que está à frente das investigações do crime.
(Leidemar oliveira/Diário do Pará)
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