Gesielem Lopes Mamede, 40 anos, acusada de matar Karina Costa de Sousa, 6 anos, no bairro Tabom, em Tomé-Açu, foi levada para a Delegacia de Concórdia do Pará, nordeste paraense.
A medida foi necessária para proteger Gesielem da revolta de parte da população, que chegou a ameaçar a delegacia para agredir a acusada. A cidade é a mesma onde mora a mãe da criança, Kátia Ferreira da Costa.
Segundo uma testemunha que não quis se identificar, Gesielem teria contado com a ajuda da filha, uma adolescente de 15 anos, para ocultar o corpo de Karina, o que não foi confirmado pela Polícia. A criança foi morta após ser agredida e asfixiada pela madrasta, que ainda cortou a garganta da vítima.
Gesielem morava há quatro meses em Tomé-Açu e não tinha passagem pela Polícia. Ela irá responder por feminicídio doloso qualificado que prevê prisão de 20 a 30 anos e ocultação de cadáver, de 1 a 5 anos.
O CASO
Karina desapareceu na sexta-feira (08). O pai da vítima acionou o Corpo de Bombeiros que procedeu com as buscas, mas sem sucesso. O corpo da criança foi encontrado a cerca de 4 quilômetros de onde morava, no rio Tomé-Açu, no bairro Calafate, por ribeirinhos, que acionaram a Polícia.
ENTERRO
Até as 10h desta segunda-feira (11), o corpo de Karina ainda não havia sido liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal. A expectativa é que o enterro ocorra ainda ao longo do dia, em Tomé-Açu.
(Com informações de Marcelo Augusto e Cleven Pena)
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