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Hotéis nas praias têm boa ocupação

Contrariando todas as expectativas, o setor hoteleiro nas praias mais badaladas do Estado está satisfeito com o movimento de veranistas. Na maioria dos hotéis, as reservas estão praticamente esgotadas e com a clientela garantida. “A gente tinha imaginado

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Contrariando todas as expectativas, o setor hoteleiro nas praias mais badaladas do Estado está satisfeito com o movimento de veranistas. Na maioria dos hotéis, as reservas estão praticamente esgotadas e com a clientela garantida. “A gente tinha imaginado um movimento mais fraco, mas está mantendo a procura do ano passado”, diz Fernando Soares, assessor jurídico do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e similares do Pará.

Segundo Soares, as hospedagens em balneários de Salinópolis; Marudá, distrito de Marapanim; Ajuruteua, em Bragança e Cametá estão com ocupação 30% maior do que em 2015 nos primeiros finais de semana de julho. De tão otimistas, os empresários do ramo estão prevendo que essa procura e ocupação pode chegar a 70% nos últimos 15 dias das férias escolares. As previsões, aos poucos, se confirmam na prática.

Em um hotel bastante conhecido em Salinópolis, localizado no bairro Ponta da Agulha, por exemplo, só há vaga agora no quinto e último fim de semana do mês. A diária custa R$ 1 mil por casal, com direito a piscina, wi-fi, estacionamento e café da manhã. O preço é considerado promocional e está abaixo de outros estabelecimentos do mesmo nível. Mesmo assim, o gerente garante que toda rede hoteleira do município está lotada. “Estamos todos surpresos com a grande procura dos clientes. Felizmente, não temos do que reclamar”, comemora Ricardo Santa Brígida.

MARUDÁ

Em Marudá, a felicidade do setor é a mesma. A procura por reservas em hotéis e pousadas não param e tem cliente pagando adiantado para garantir uma vaga. Em um hotel localizado na orla do distrito, o proprietário diz que a estratégia foi colocar preços variados de acordo com o poder aquisitivo dos veranistas. Este ano tem diária mais alta para quem quer ar-condicionado e café da manhã e mais baixa para quem prefere quartos mais simples, sem ventilador e alimentação. “Estes já estão todos pagos até o fim do mês e os veranistas ainda nem chegaram”, informa o proprietário do estabelecimento, Jorge de Castro.

Barracas e restaurantes nas praias sentem a crise econômica. (Foto: Ney Marcondes/Arquivo)

ESTRATÉGIAS

Promoções, descontos de até 40% e pagamento facilitado no cartão de crédito estão entre as estratégias utilizadas pelos empresários para atrair os clientes que buscam relaxar neste verão amazônico. Além disso, ir para a praia é, na opinião de Fernando Soares, uma alternativa para quem quer gastar menos em tempos de crise. “A praia é gratuita e muitas vezes sai mais barato do que ficar na cidade e gastar com a programação local”, opina.

VERANISTA DEIXA PARA ECONOMIZAR NA ALIMENTAÇÃO

Se os hotéis das praias estão “bombando” neste verão, o mesmo não ocorre com barracas e restaurantes. Os preços elevados de produtos, como bebidas e alimentação, afastam os clientes, que passaram a adotar um novo comportamento para fugir da crise econômica.

Com cerveja a R$ 10 e prato feito comercializado, em média, a R$ 35, o consumidor passou a usar a criatividade para economizar nessas férias. “O perfil do veranista mudou. As pessoas estão levando tudo de casa”, diz Fernando Soares.

Segundo ele, a reclamação entre os donos de restaurantes é geral. Isso porque antes de pegar a estrada os veranistas estão parando primeiro no supermercado para fazer as compras da viagem. “As pessoas perceberam que levar a cerveja de casa e comprar os ingredientes do almoço está saindo bem mais barato”, conclui Soares.

OS MAIS BUSCADOS

Salinópolis, Bragança, Marapanim e Cametá são os destinos com grande demanda por vagas em hotéis.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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