Desde o início da manhã desta terça-feira (12), uma equipe do Ministério Público do Estado do Pará (MP/PA) está no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, o IML, recolhendo documentos. A equipe investiga a possível existência de funcionários "fantasmas" no local.
De acordo com informações do MP, a denúncia teria sido feita por alguns servidores que notaram a presença de outros funcionários que chegavam, batiam ponto e se retiravam do local. Há queixas de que algumas destas pessoas até mesmo manteriam outros empregos durante o horário que deveriam estar no IML. Ainda assim, seguiam recebendo o salário pago pelo Estado.
Ainda segundo o MP, somente no início da tarde, após o recolhimento e observação prévia dos documentos, será possível afirmar se as investigações prosseguirão ou não.
Em nota, o Centro de Perícias Científicas "Renato Chaves" (CPCRC) informa que a operação foi para averiguar denúncias sobre supostas irregularidades que estejam ocorrendo neste CPC.
Informa ainda, que auxiliou o Gaeco e o Ministério Público no cumprimento do mandato, garantindo o acesso a todos os documentos e informações solicitados. Diante disto, a direção irá aguardar o pronunciamento do MP quanto à veracidade da denúncia para posterior medidas cabíveis sobre a situação.
PROMOTOR EXPLICA OPERAÇÃO
De acordo com o promotor de justiça Arnaldo Célio da Costa Azevedo, a situação, se comprovada a irregularidade, pode ser considerada como gravíssima. “[A situação é] gravíssima porque põe em risco a cirurgia jurídica do estado. Põe em risco o convencimento, as autoridades policiais, o Ministério Público e o judiciário pode ser induzido a erros. Isso pode provocar consequências desastrosas para a Justiça”, comenta Arnaldo Célio.
O promotor relata que havia, no Instituto, por exemplo, casos de peritos que também ministravam aulas em universidades consideradas distantes como no Instituto Técnico Federal do Pará (IFPA), em Tucuruí, e até no Piauí.
Segundo Arnaldo Célio, não é possível precisar quantos funcionários estariam em situação irregular. Mas o que já foi verificado são atrasos de laudos cadavéricos que deveriam ter sido emitidos desde o ano de 2007, em casos mais graves.
Veja áudio completo com entrevista do promotor.
(DOL)
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