O preço da carne foi reajustado pelo 6º mês consecutivo este ano, em Belém, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicas (Dieese/Pará), encarecendo ainda mais o valor da cesta básica.
De janeiro a junho, o reajuste acumulado é de quase 8%. Entretanto, a inflação foi de 5,09%.
Para equilibrar o orçamento sem deixar de comer carne, alguns paraenses estão mudando a dinâmica de consumo do produto. É o que está fazendo a dona de casa Bete Bastos, 63 anos. “Deixei de comprar paulista e passei a comprar carne de segunda. Porém, no domingo, procuro levar uma carne melhor para fazer aquele assado”.
OFERTA
Outra estratégia adotada pelos consumidores é aproveitar o dia em que o produto está em oferta. “Toda quinta-feira aproveito para comprar carne, já que fica um pouco mais em conta”, comenta a dona de casa Tereza Moura, 76. No fim do mês passado, a dona de casa Ana Maria, 75, sentiu a diferença no consumo de carne, após mais um reajuste.
“Mesmo em dias de oferta, o preço da carne está mais caro”, avalia Tereza, ao afirmar que acaba tendo de substituir a carne bovina por peixe congelado ou frango, embora estes produtos também estejam com preços bastante elevados, segundo ela constata nas suas compras. “Como tudo está caro, a gente sente um gasto em mais de R$ 50 no fim do mês”, afirma.
(Wal Sarges / Diário do Pará)
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