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Moradores padecem com falta d´água em Belém

“Nessa semana, tivemos que lavar o cabelo das clientes com água mineral”, conta Hercília Andrade, 60 anos, sócia proprietária de um salão de beleza, localizado no bairro de São Brás, em Belém. O episódio ocorreu na última quinta-feira (7), quando ela e ce

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“Nessa semana, tivemos que lavar o cabelo das clientes com água mineral”, conta Hercília Andrade, 60 anos, sócia proprietária de um salão de beleza, localizado no bairro de São Brás, em Belém. O episódio ocorreu na última quinta-feira (7), quando ela e centenas de moradores ficaram sem água por dias, segundo relatos.

Hercília conta também que mora no bairro da Terra Firme, e que lá a situação é mais penosa, pois a água é sempre muito rara e de péssima qualidade. “A água sempre foi ruim: fina e suja”, completa. A implantação de uma cisterna foi a solução encontrada pela empresária para amenizar o problema. Hercília diz que além de servir uns três dias para seu consumo diário, a caixa de mil litros ainda é utilizada pelos vizinhos.

Já no salão, os baldes são improvisados para atender as necessidades emergenciais. “Nós nunca sabemos a que horas ela vai faltar, então, deixamos esses baldes preparados para qualquer momento”, dispara Raimundo Palheta, 64, marido de Hercília.

Outra moradora de São Brás, a enfermeira Florislene Cavalcante, 56, conta que a caixa d’água amenizou as dificuldades. “Eu, que moro sozinha, senti bastante. Imagina quem possui famílias grandes. Acho um desrespeito com a população essa falta de água sem aviso prévio”, opina.

Bernadete Dias armazena água para usar no resto do dia. (Foto: Ricardo Amanajás)

HORÁRIO DA ESPERANÇA

Também no bairro do Guamá, o mais populoso de Belém, a água, cada vez mais rara, tem se tornado preciosa quando surge nas torneiras das casas dos moradores. A técnica de enfermagem Bernadete Dias, 48 anos, conta que não tem hora para que o líquido apareça. É intermitente, de fraca consistência e com coloração escura, descreve Bernadete.

Na tarde da última quarta-feira, ela conseguiu lavar parte da pilha de roupas acumuladas no corredor, mas a outra parte continuava na máquina de lavar. Quanto às louças, ela diz que armazena água nos baldes durante a madrugada para deixar tudo limpo pela manhã. “Por volta de 1 hora da madrugada é quando tem uma esperança de que tenha água na torneira. Daí começo a distribuir os baldes pela casa: na pia da cozinha e no banheiro”, conta.

COSANPA

A Cosanpa informa, através de nota, que estava passando por um processo difícil por falta de pessoal para a operação e manutenção do sistema. Mas, por decisão judicial, os servidores que estavam em greve retornaram. Sobre os problemas operacionais, a nota diz que a companhia está adquirindo novos equipamentos para evitar a intermitência do abastecimento de água nesses bairros.

(Wal Sarges / Diário do Pará)

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