“Durante esses dias, a gente estava com muita aflição. Queríamos acreditar que não era verdade porque não tinha o corpo aqui. Infelizmente, é”, lamentou Maycon Machado, irmão do universitário Diego Vieira Machado, 29 anos.
O estudante foi encontrado morto no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no dia 2 de julho, às margens da Baía da Guanabara. O corpo do estudante chegou no Aeroporto Internacional de Belém, às 3h30 de ontem, em um voo doméstico. Para o irmão de Diego, a revolta é grande, mas o alívio de ter como prestar as últimas homenagens é muito importante para a família neste momento.
“Agora que chegou o corpo é, de certa forma, um alívio”, disse, ao lamentar que seu irmão tenha saído de Belém, cheio de sonhos, e acabou sendo assassinado. “A gente não consegue entender por que fizeram isso. É muito revoltante”, afirmou.
Para Maycon, a preocupação maior agora é de que o crime não fique impune. “A gente vai ficar em cima para descobrir quem fez isso. Esse caso não pode ficar assim”. De Belém, o corpo foi levado para sepultamento no município de Acará.
(Fabrício Nunes / Diário do Pará)
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