Em meio ao movimento de saída de veículos de Belém em direção aos balneários do Estado, alguns radares - as populares “araras” - instalados ao longo da Rodovia BR-316 estão parados, de acordo com informações do próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Sem informar quantos radares estão parados nem sua localização, o órgão afirma que eles foram desligados para manutenção. Sem os aparelhos, o Dnit recomenda que os condutores não ultrapassem o limite de velocidade.
De acordo com o superintendente regional do Dnit no Pará, João Cláudio Júnior, os problemas de funcionamento em alguns radares localizados no trecho entre o Km 0, em Ananindeua, até Marituba, foram ocasionados por obras de restauração asfáltica em alguns trechos da rodovia. “Se não realizássemos esses serviços agora, no período em que as chuvas diminuíram, o asfalto da pista poderia estourar com o calor e ocasionar muitos buracos”, explica Cláudio.
O superintendente destaca que, em alguns casos, os radares podem não estar com o visor aceso, mas isto não significa que não estejam registrando as velocidades. Ele aponta que a empresa responsável pela manutenção dos equipamentos está atuando, já que o contrato ainda está em vigência, e que a partir da próxima segunda-feira (18) será dada continuidade aos reparos. “Os radares estão em atividade. Não há radares desativados”, fez questão de reforçar. “Alguns deles podem não estar mostrando no visor, mas as câmeras são as que captam as imagens dos veículos”.
DESLIGADOS
Não é bem assim. A assessoria da sede do Dnit, em Brasília, informou ao DIÁRIO que os equipamentos encontram-se “provisoriamente desligados por questões técnicas de natureza diversas e voltarão a funcionar assim que os problemas sejam resolvidos”.
A nota informou que o tempo necessário para que os monitores voltem a operar varia de acordo com o problema. Com relação ao número exato e a localização dos radares defeituosos, João Cláudio Júnior diz que não poderia informar no momento, já que aguarda relatório da empresa responsável pela manutenção dos equipamentos. Independentemente disso, o superintendente informou que há a previsão de instalação de passarelas ao longo do percurso que vai desde o Entroncamento, em Belém, até o município de Castanhal.
A perspectiva é de que nove passarelas sejam instaladas no trecho. “Eu participei de uma reunião em Brasília para tratar do assunto”, destacou João Cláudio, ao apontar que as passarelas deverão substituir alguns dos radares instalados atualmente na rodovia. “Nós temos projetos de três passarelas que já estão finalizados”, disse.
EM NÚMEROS
8 radares estão instalados no trecho da rodovia BR-316 que vai do Entroncamento até Marituba. O primeiro está instalado no Km 2, em Ananindeua, e o último do trecho está instalado no Km 19.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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