A Universidade Federal do Pará (UFPA) está fazendo avaliações fisioterápicas de pessoas que tiveram sequelas associadas a doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti (zika, chikungunya e dengue), como dores articulares, fraqueza muscular intensa nos membros e microcefalia. O atendimento faz parte do projeto “Mapeamento de bairros endêmicos na cidade de Belém: prevenção, acompanhamento e reabilitação de pacientes com sequelas”, de extensão da UFPA.
Essas sequelas podem estar associadas a quadros de artrite séptica, após infecção com chikungunya, Síndrome de Guillain-Barré, associada à infecção por zika e microcefalia. De acordo com a coordenadora do projeto, professora Suellen Moraes, o principal objetivo é levantar informações sobre o número de casos de infecção por esses vírus no município, divulgar informações e esclarecer dúvidas em escolas e postos de saúde, sobre as infecções e consequências, além de reabilitar doentes.
AVALIAÇÃO
Segundo ela, o passo mais difícil é alcançar o público alvo da reabilitação, já que a pequena parcela da população que desenvolve as sequelas não sabe que elas podem ser tratadas com a fisioterapia. “O projeto trará melhora na qualidade de vida de pacientes”, explica a coordenadora, Suellen Moraes.
As pessoas que desenvolveram as sequelas descritas após um quadro de infecção viral podem procurar a equipe técnica do projeto para mais informações e agendamento de avaliação fisioterápica. O atendimento ocorre após avaliação fisioterápica completa e investigação do quadro clínico com a infecção viral. A reabilitação física visa minimizar os problemas por meio do uso de recursos terapêuticos.
(Diário do Pará)
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