Com o grande número de carros em Belém, procurar uma vaga para estacionar virou um exercício de paciência, sobretudo no centro da cidade. Algumas vezes, para achar achar um local para deixar o seu veículo, o condutor precisa dar várias voltas no quarteirão.
Assessora jurídica, Anizira Machado trabalha no Ministério Público do Estado do Pará (MP), na Cidade Velha. Para conseguir uma vaga para deixar seu carro, chega muito antes das 8h. Caso contrário, tem de pagar um estacionamento particular na rua João Diogo, que custa R$7 a hora. Quando consegue um espaço na rua, o pagamento é feito ao guardador de carros que, por semana, recebe da assessora R$20. “Hoje, em Belém, está muito difícil estacionar. Principalmente com segurança”, relatou a funcionária pública, que por mês chega a desembolsar R$200 para deixar seu veículo próximo ao trabalho.
O professor Júlio Cezar Silva, 61 anos, disse que, recentemente, teve de ir até a Prefeitura de Belém e passou quase 10 minutos dando voltas para achar uma vaga. Porém, só conseguiu parar bem distante. “Tem muito carro e pouca vaga. Está complicado”, relatou. Para o guardador de carro Elcio Lobato, 45, que está na profissão há 20 anos, Belém nunca teve tanto problema de estacionamento como agora. “Tem horas que fica uma fila dupla, principalmente depois das 11h”, disse.
VOLTAS
Segundo o flanelinha, em frente à Assembleia Legislativa do Estado, os motoristas dão até 8 voltas para achar um espaço. “A rotatividade é grande. Mas tem hora que custa a sair um”, comentou. A dificuldade não é apenas para estacionar carros. Os motociclistas também precisam procurar bastante. “Coloco entre os carros, onde dá. Mas assim mesmo é difícil”, lamentou o autônomo José Carlos Martins, 36.
Sem muitas opções de estacionamento nas ruas, as pessoas vão para os privados. Apenas na rua Manoel Barata, no trecho entre as avenidas 16 de Novembro e Presidente Vargas, a reportagem encontrou 5 estacionamentos privados, que cobram até R$5 a hora /fração.
Nina Carvalho, 50, trabalha em um estacionamento particular na rua Ó de Almeida, perto do Largo da Palmeira. O estabelecimento conta com 100 vagas, que custam R$4 (por hora) ou R$250 (por mês). Para ela, os clientes buscam comodidade e evitam perder tempo procurando vagas. “Os motoristas têm a garantia de que vão chegar no horário certo para trabalhar”, explicou.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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