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Dia seguinte à ventania foi de consertar telhados

O dia seguinte à ventania que derrubou árvores e destelhou casas nos bairros do Coqueiro e Tapanã, em Belém, foi marcado por obras de manutenção dos telhados atingidos. O fenômeno climático ocorreu por volta de 15h30 de anteontem e causou prejuízos a mora

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O dia seguinte à ventania que derrubou árvores e destelhou casas nos bairros do Coqueiro e Tapanã, em Belém, foi marcado por obras de manutenção dos telhados atingidos. O fenômeno climático ocorreu por volta de 15h30 de anteontem e causou prejuízos a moradores da região.

Com parte das telhas arrancadas pelo vento ainda no quintal de sua casa, a técnica administrativa Cândida Costa, 58 anos, aguardava a chegada do trabalhador que iria consertar o telhado. Ainda na tarde de segunda-feira, após a ventania, algumas telhas antigas já foram colocadas de forma improvisada. O medo era de que uma nova chuva causasse ainda mais transtornos. “Os telhados ‘voavam’. A sala molhou toda. Tivemos de secar televisão, sofá, tudo”, disse.

Moradora do conjunto Pedro Teixeira, no Coqueiro, Cândida não era a única a lidar com os prejuízos causados pelo vento. Da janela de sua casa era possível ver trabalhadores nos telhados de mais 3 imóveis do conjunto. “Hoje todo mundo amanheceu já concertando telhado”, observou a moradora.

O bairro do Tapanã também sofreu com as consequências do clima na tarde de ontem. Além de casas, o vento forte também destelhou parte da Paróquia Jesus Bom Samaritano, fazendo com que a água da chuva invadisse a igreja. Na manhã de ontem, o pedaço do telhado que, arrancado pelo vento, foi parar no estacionamento da paróquia já havia sido retirado.

BURACO

Trabalhadores também já atuavam para cobrir o enorme buraco formado na cobertura da igreja. “Foi um susto grande”, contou o seminarista Lucas Oliveira, 18, que estava na casa paroquial no momento da ventania. Outra ventania já havia atingido o Tapanã, no último dia 9.

Na ocasião, telhados de casas também foram danificados e até cabos elétricos foram arrancados com a força do vento. O coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), José Raimundo de Sousa, aponta que não é possível prever quando uma ventania irá ocorrer. “É um fenômeno violento que acontece devido a forte evaporação e o encontro de temperaturas diferentes, explicou.

O meteorologista lembra que esse tipo de fenômeno costuma ser localizado, atingindo uma área entre 10 e 100 metros. “Essas rajadas de vento quase não podem ser detectadas pelos aparelhos”, afirmou. “Em Belém a velocidade máxima dessas rajadas de vento já registrada foi de 80 km por hora”, informou.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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