Um dos principais produtos da cesta básica, o açúcar, para os paraenses continuará sendo um dos mais caros. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), nos primeiros 6 meses deste ano, o produto sofreu reajuste de 18%. Pior, a tendência é de que esse valor aumente. “Para este mês de julho, o cenário ainda é de alta no preço do produto”, afirma o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA.
Segundo os dados divulgados ontem, o quilo do açúcar foi vendido - em supermercados e padarias de Belém -, em dezembro de 2015, a um preço médio de R$ 3,05. Em janeiro deste ano, passou para R$ 3,36, em maio aumentou R$ 0,20 e, no mês passado, fechou em torno de R$ 3,60. Uma variação de 18,03% em apenas 6 meses, contra uma inflação de 5,09%, de acordo com a pesquisa.
CESTA BÁSICA
Roberto Sena diz que o açúcar é um dos itens da cesta básica que apresentaram aumentos sequenciais este ano, em todos os tipos e marcas. Segundo o órgão, a alimentação básica dos paraenses continua entre as mais caras do Brasil: no mês passado, custou R$ 419,28, quase a metade do salário mínimo.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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