Continua precário o abastecimento de água em Mosqueiro, distrito de Belém. Há duas semanas, o DIÁRIO publicou matéria mostrando as dificuldades vividas por moradores do bairro do Maracajá por causa da falta de água. Ontem, as reclamações continuavam as mesmas.
Na casa da universitária Ludmila Rodrigues, 19 anos, a água que sai das torneiras - quando tem-, é barrenta. “De manhã, até que dá um pouco. Entre 14h e 18h, a água fica mais escura. Da forma como chega nas torneiras, ninguém consegue nem escovar os dentes”, reclama. Os desafios da constante falta de água são bem maiores para quem precisa viajar para Belém a trabalho, como a técnica de enfermagem, Elaine da Silva, 31.
“Quando dá 5h, já levo meu carro de mão cheio de baldes em direção à casa de uma vizinha, que tem poço”, afirma. Na frente da residência da professora Maria Lúcia, 35, a fila de pessoas em busca de água do seu poço é constante. Por causa dessa situação, ela já nem fecha os portões de casa.
POÇO
“Como é tempo de veraneio, muita gente vai dormir bem tarde. Por isso, optamos em deixar os portões sempre abertos”, explica. Segundo os moradores, a Companhia de Saneamento do pará (Cosanpa) informou que a situação se normalizaria com a substituição de uma bomba queimada por outra nova. Porém, de acordo com a estudante Ludmila Rodrigues, nada melhorou. “Já tinham trocado a bomba, mas a gente continua nessa mesma situação com uma água de péssima qualidade,
quando tem”, diz.
RESPOSTA
Em nota, a Cosanpa afirma que está tentando resolver o problema da produção de água em Mosqueiro. Esta semana, segundo a nota, 2 poços foram reativados, na 5ª rua e Praia Grande. Sobre a qualidade da água, diz que será feita uma interligação de rede das saídas dos 2 reservatórios para possibilitar a lavagem. Disse ainda que limpa seus reservatórios periodicamente e que, em Mosqueiro, esse serviço deve ocorrer na próxima semana.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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