Em tempos de crise econômica, as contas no cartão de crédito e o dinheiro curto deixam muita gente preocupada em ficar endividada e com nome sujo na praça. O DIÁRIO conversou com o economista Edson Roffé e separou algumas dicas para iniciar o segundo semestre com a situação financeira equilibrada.
Segundo o economista, o primeiro passo é fazer um planejamento financeiro. “A primeira questão é você estabelecer o quanto ganha no mês e o quanto disso pode gastar”, afirma Roffé. Depois, é necessário estipular prioridades. O ideal é não gastar mais do que recebe. “Para isso, é preciso ver o que é primordial: plano de saúde, despesas com ensino, aluguel ou financiamento da residência, transporte, energia elétrica, medicamentos e alimentação”, ensina.
Em seguida, o economista diz que é preciso fazer as contas e saber o quanto dá para gastar com itens menos essenciais, como entretenimento e até mesmo planos de telefonia, TV a cabo e internet. “Se a renda não estiver dando para tudo, então é hora de cortar gastos. É melhor reduzir as compras do que ficar endividado”, orienta Roffé.
TENTAÇÕES
De acordo com ele, é fundamental ter uma reserva. “Mesmo se só der para guardar um pouquinho a cada mês, no final do ano fará diferença e também será uma garantia para eventualidades”, destaca o especialista.
Com as contas todas no papel, ainda é preciso fugir de tentações, como cartão de crédito e cheque especial. “Os juros do cartão estão em média 424% ao ano e do cheque especial de 120 a 130% ao ano”, alerta Roffé. Desse modo, o consumidor acaba pagando muito além do que seria à vista. Mas, se a pessoa já estiver com o nome sujo, não precisa se desesperar. “Tem de negociar a dívida o quanto antes, parcelar o valor e, se for o caso, pedir para baixar os juros. Só não pode deixar virar uma bola de neve”, ensina o economista.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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