Após uma obra de macrodrenagem iniciada há 3 anos, mas não concluída pela atual gestão do prefeito Manoel Pioneiro, a situação da Rua E, situada no Conjunto Villya, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, só piora a cada dia que passa. Basta observar o entorno para constatar os problemas que têm tirado o sossego dos moradores: bueiros precariamente cobertos com alguns pedaços de madeira deterioradas, além de dois vazamentos de esgoto, água na via, lama, piçarra, poeira, mato e total ausência de pavimentação asfáltica.
Diante do atual cenário enfrentado, os moradores se sentem vivendo em um verdadeiro “riacho” de água misturada à lama. Não há espaço adequado para as crianças terem seus momentos de lazer no local. E trafegar pela via, seja de carro ou a pé, tornou-se uma tarefa nada agradável. Cansado de esperar pelo cumprimento de promessas feitas pelo prefeito Pioneiro, o comerciante Miguel Araújo, 65, que reside há mais de 30 no local, resolveu denunciar o descaso na esperança de haver uma solução para o problema.
DESCASO
Segundo ele, há 3 anos a prefeitura de Ananindeua prometeu realizar uma obra ali, para dar uma vida mais digna à comunidade, mas até hoje não houve continuidade. Araújo disse que foi colocada uma tubulação que não tem capacidade para suportar o fluxo do esgoto local. E, com isso, surgiram os vazamentos. “É um serviço simples de desentupir a tubulação ou deveriam dar sequência à obra. Mas a gente liga e eles nunca vêm”, afirma.
VAZAMENTO
Ao longo desses dois meses, os moradores notaram que a água está “cavando” a rua e temem pelo possível risco de abrir uma cratera naquele local. O caminhão de lixo já não consegue adentrar a via. “Já furei pneu, já bati meu carro aqui. Tenho um neto de 11 meses que só fica trancado em casa pela dificuldade que temos de transitar aqui”, reclama o morador.

Neuza: “Aqui tudo é precário” (Foto: Wagner Santana)
Com IPTU pago em dia, moradora pede solução
O que mais preocupa os moradores da Rua E, no Conjunto Villya, em Ananindeua, é a chegada das chuvas, já que a via alaga com qualquer precipitação. Por outro lado, a dona de casa e moradora do local Neuza Natividade, 59, mostra o IPTU dos anos de 2014, 2015 e 2016 devidamente quitados, cada um no valor de R$ 144. Porém, ela diz não ver o retorno dos impostos pagos regularmente. Todas as manhãs, Neuza tem dificuldade para levar a neta de 3 anos até a escola. Quando chove, ela garante que nem tenta sair de casa. A moradora diz que é comum aparecerem animais como cobras, insetos e mosquitos. Temendo doenças, ela não descuida de passar repelente na neta. “Aqui tudo é precário. Não sabemos para onde está indo nosso dinheiro. A tendência é só piorar.”
TRANSTORNO
Já o vigilante Daniel Maciel, 35, mora perto de um vazamento de esgoto e reclama do lamaçal. “Esse prefeito ficou 4 anos e não fez nada aqui. Não veio terminar a obra e a gente tem de ficar nessa situação”, reclama. A reportagem do DIÁRIO solicitou posicionamento da Prefeitura de Ananindeua, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.
(Pryscilla Soares/Diário do Pará)
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