As plantas medicinais da Amazônia podem ser usadas em acidentes com serpentes. É o que mostra pesquisa de mestrado da bióloga Valéria Mourão, na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Ela decidiu investigar as plantas utilizadas em algumas comunidades na área do município de Santarém, no Pará, para tratar o envenenamento por cobras. Dentre os municípios paraenses, Santarém tem o maior número de acidentes, com uma média de 300 por ano.
Em seu projeto, Valéria testou o potencial antiofídico das plantas frente ao veneno de serpentes do gênero Bothrops (Bothrops atrox e Bothrops jararaca), popularmente conhecidas como “jararacas”. Para definir quais plantas estudar, o grupo de pesquisa realizou um levantamento com moradores das comunidades de Cucurunã, São Pedro, Alter do Chão e na cidade de Santarém. Por meio de entrevistas, eles verificaram quais eram as espécies vegetais utilizadas nessas localidades para tratar casos de envenenamento por cobras. Das 24 espécies listadas, as 12 mais citadas foram testadas contra o veneno da Bothrops jararaca.
(Diário do Pará)
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