O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados, pensionistas, beneficiários por auxílios doença, acidente, reclusão ou salário-maternidade começará a ser depositado a partir do dia 25 de agosto e segue até 8 de setembro. No Pará, o benefício será pago para 656.797 pessoas. No total, serão injetados mais de R$ 343 milhões no Estado. No País inteiro, são R$ 18 bilhões a mais na Economia, que virão de 28 milhões de segurados da Previdência Social, que receberão receberão o abono anual.
De acordo com o chefe de Divisão de Benefícios da Gerência Executiva do INSS em Belém Benjamin Celso de Oliveira, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). “Para o auxílio-doença e salário-maternidade, o valor pago será proporcional ao período que a pessoa recebeu o benefício”, acrescenta.
Oliveira ressaltou que os depósitos serão efetuados, inicialmente, seguindo o calendário de pagamentos dos benefícios previdenciários do mês de agosto, para os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 1. Quem recebe benefício no valor acima do salário mínimo vigente (R$880) terá o abono depositado pelo INSS do dia 1º até o dia 8 de setembro. Já a segunda parte do abono está prevista para ser creditada na folha de novembro. “É uma decisão do Governo Federal, que entende a necessidade de ter mais recursos na economia”,
conclui Oliveira.
RESERVA
A aposentada Osmarina Pulga, 72 anos, diz que vai guardar o dinheiro. “Vou utilizar para viajar em setembro. Tenho família em Goiânia. Sempre faço isso”, comenta. Já o piloto José Maria Leitão, 70, morador no bairro de Nazaré, contou que, mesmo estando aposentado, continua exercendo a função. Por isso, inicialmente ele não precisa lançar mão do dinheiro, já que possui a renda fixa do trabalho.
Ele garante que costuma fazer uma reserva com o benefício. “Serve para um momento de emergência, principalmente na área da saúde”, acrescenta. Por outro lado, o aposentado Manoel de Jesus Fonseca, 66, não deve poupar o recurso extra. “Vou usar para pagar dívidas e para comprar medicamentos. Tenho problema cardíaco”, enfatiza.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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