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Em 7 meses, tomar café ficou 11% mais caro

Sempre que vai ao supermercado, pelo menos uma vez por semana, a farmacêutica Adelina Furtado, de 44 anos, fica na dúvida entre duas marcas de café. Mas, agora, ela pretende pesquisar melhor. E o motivo está no próprio orçamento. “Percebi que houve um rea

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Sempre que vai ao supermercado, pelo menos uma vez por semana, a farmacêutica Adelina Furtado, de 44 anos, fica na dúvida entre duas marcas de café. Mas, agora, ela pretende pesquisar melhor. E o motivo está no próprio orçamento. “Percebi que houve um reajuste de preço. Por isso, tenho de ver qual está mais em conta”, diz. E ela tem razão. Nos últimos 7 meses, o produto que faz parte da cesta básica do brasileiro sofreu aumento de 11%, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

De acordo com o levantamento do departamento, de janeiro a julho, o quilo do café comercializado em padarias e supermercados da capital aumentou quase o dobro da inflação estimada para o período, que era de 5,5%. O ano passado fechou com o quilo do café custando em média R$17,55. Agora, até julho, a média de valor era de R$ 19,43. Vale ressaltar que o custo da alimentação dos paraenses continua entre os maiores do país.

FATORES

O reajuste da cesta foi de 18% também nos primeiros 7 meses deste ano. “No caso do café, há dois fatores: a safra e entressafra e a inflação”, afirma o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA. Nas feiras e pequenas padarias, o copo de café preto contendo aproximadamente 150 ml, custa entre 0,50 e 1,50. Já nas grandes panificadoras, supermercados e shoppings, o consumidor pode pagar pelo mesmo líquido até R$ 5, segundo Sena. Mesmo com o preço subindo e a variação de valor de acordo com o lugar, a assistente social Léia Melo, de 52 anos, paga em uma panificadora do bairro do Marco, R$ 4,50 por uma xícara de café de 50 ml. Isso por que ela não dispensa o tradicional ‘pretinho’, seja no início da manhã ou durante a tarde. “Tomo todos os dias, nem que seja uma xícara”, comenta.

EM NÚMEROS

1h 27 min - É quanto o trabalhador tem de trabalhar, todo mês, para pagar o café consumido em casa. O gasto mensal é, em média, de R$ 5,83 ou 0,72% do salário mínimo, segundo o Dieese. Cada pessoa consome cerca de 300 g do pó a cada 30 dias.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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