A suspeita da contratação irregular de temporários na Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não é o primeiro processo de crime eleitoral no qual o prefeito Zenaldo Coutinho, candidato à reeleição, é investigado. No domingo, o DIÁRIO informou que a Justiça Eleitoral aceitou denúncia da Procuradoria Regional Eleitoral, segundo a qual a atitude de Zenaldo em dar gratuidade na passagem do Bus Rapid Transit (BRT) para os usuários não passou de uma manobra para garantir votos, configurando crime eleitoral. Caso seja condenado, o prefeito pode perder o mandato e ser impedido de disputar as eleições de outubro.
Zenaldo liberou os ônibus do BRT para viagens “experimentais” e gratuitas no mês passado. Mesmo tendo suspendido a gratuidade, o prefeito está sujeito ao pagamento de multa e ter o seu mandato cassado. A representação foi feita pela promotora de Justiça Rosana Cordovil e recebida pelo juiz da 97ª Zona Eleitoral, Antônio Cláudio Lohmann.
Apesar de ter inaugurado a obra em 1º de julho, dentro do prazo determinado pela Legislação, para o Ministério Público do Estado, a oferta de transporte gratuito nos ônibus do BRT em período pré-eleitoral caracteriza abuso de poder político.
GASTOS
Estima-se que, ao liberar o BRT à população, Zenaldo tenha gastado cerca de R$ 200 mil, que equivale a 20% do limite de gastos para a eleição de Belém no 1º turno. A prática é considerada crime de conduta vedada aos agentes públicos.
(Diário do Pará)
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