Foi entre os 37 e 40 anos que a aposentada Felícia do Carmo da Silva começou a distanciar os papéis para lê-los. “Não conseguia ler de perto e também tinha dificuldade em ver de longe. Incomodava”, lembrou. Foi então que ela visitou o médico oftalmologista e descobriu o diagnóstico de hipermetropia, visão desfocada e presbiopia, popularmente conhecida como vista cansada.
Hoje, aos 59 anos, ela usa óculos e vai regulamente ao especialista. “A cada 2 anos eu estou no médico. Depois dos 40, nossa vista não é mais a mesma. É consequência dos anos”, brinca. Não importa a idade, os cuidados com a visão devem ser levados a sério. “Todos devem ir ao médico. As doenças nos olhos são assintomáticas. Quando percebemos, já estão avançadas”, adverte o oftalmologista Henrique Melo Chaves.
Mas é a partir dos 40 anos que a atenção deve ser redobrada. “Nessa idade aparecem 3 principais doenças: a catarata, presbiopia e a degeneração macular”, ressalta o especialista. As enfermidades são tratáveis e a catarata, por exemplo, pode ser corrigida com cirurgia. “Há colírios que são remédios para algumas anomalias. O uso de óculos é apenas um auxílio para enxergar”, explica Chaves, reforçando que o melhor tratamento é preventivo, ou seja, não se expor aos raios de sol, usar óculos escuros com proteção solar e visitar regularmente o médico oftalmologista.
ALERTA
Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 80% da população cega no mundo tem mais de 50 anos. “A maior parte das pessoas quando passar dos 40 vai encontrar dificuldades na visão”, alerta Henrique Chaves. A Catarata, por exemplo, é considerada a maior causa de cegueira tratável, sendo que 85% dos casos acometem as pessoas com idade acima de 50 anos. “Todas as doenças na visão são sérias. Mas, se forem tratadas corretamente, podem ter o impacto amenizado”, garante Henrique Chaves.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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