Vereadores da oposição criticaram a Prefeitura de Belém após denúncias de que servidores temporários estão sendo contratados na Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), de forma eleitoreira. Anteontem, o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal (PF) fizeram uma operação no órgão, para investigar a acusação de crime eleitoral.
Francisco Almeida, o Dr. Chiquinho (PSol), que chamou as contratações dos temporários de “imorais”, também criticou as Organizações Rômulo Maiorana (ORM) -que detêm a concessão da Rede Globo, a edição regional do portal G1 e o jornal impresso O Liberal, dentre outros veículos-, por terem omitido a operação.
Em seu discurso, na tribuna da Câmara Municipal de Belém (CMB), na manhã de ontem, Chiquinho relatou que, quando a PF chegou na Sesma e no Conselho Municipal de Saúde, uma equipe de reportagem de O Liberal estava no local. Mas, por algum motivo, nas edições de ontem, era como se nada tivesse acontecido.
CRÍTICAS
“No Liberal de ontem, tinha a corrupção em Brasília, as denúncias contra a Dilma (Rousseff), contra o tesoureiro não sei das quantas, mas esqueceram das sujeiras dos ‘sócios’ aqui em Belém do Pará e do Governo do Estado”, criticou. O vereador se disse impressionado em ver um segmento da imprensa local ignorando o que ocorre não só na capital paraense, como em todo o Estado.
“Enxergam as coisas lá em Brasília, mas não veem nada, absolutamente nada, do que os sócios Zenaldo Coutinho e Simão Jatene fazem”. Dr. Chiquinho lembrou que ele foi autor do ofício encaminhado ao Ministério Público Federal, em 24 de junho último, que relata toda a situação de distratos e novas admissões na Sesma.
O vereador Fernando Carneiro (PSol) disse que vai denunciar, nos próximos dias, que situação semelhante estaria ocorrendo na Secretaria Municipal de Educação (Semec). Já o vereador Luiz Pereira (PMDB) defendeu que a apuração ocorra o quanto antes.
A reportagem contactou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belém e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), para obter um posicionamento sobre as acusações de contratações irregulares. Porém, não houve retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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