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Estudantes pedem mais segurança para escola

Quem passa pela Avenida Santarém, uma via cercada de árvores no Conjunto Médici, no Bairro da Marambaia, em Belém, tem a sensação de tranquilidade. Nesse bucólico cenário, fica a Escola Estadual Francisco da Silva Nunes - Integrado, invadida por assaltant

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Quem passa pela Avenida Santarém, uma via cercada de árvores no Conjunto Médici, no Bairro da Marambaia, em Belém, tem a sensação de tranquilidade. Nesse bucólico cenário, fica a Escola Estadual Francisco da Silva Nunes - Integrado, invadida por assaltantes na última quarta-feira (10). Alunos, funcionários e professores viveram momentos de pânico.

Revoltadas com a insegurança, as vítimas fizeram um ato na manhã de ontem, para chamar a atenção do Poder Público Estadual. Um grupo de quase 40 estudantes caminhou pelas ruas do bairro, até a esquina da Avenida Pedro Álvares Cabral com a Doutor Freitas. Nesse cruzamento, os alunos fizeram uma roda humana, por 10 minutos, para simbolizar a união da classe diante do sentimento de impotência. Auxiliados por um carro som, eles gritaram palavras de ordem, enquanto seguravam cartazes pedindo segurança e mais respeito para com a educação no Pará.

MEDO

Aos 17 anos, Raíssa Santos nunca imaginou que, no 2° semestre do 3° ano do Ensino Médio, seria testemunha de um assalto dentro da escola. “A gente não imagina que sai de casa e vai ser roubado na aula. Senti medo”, relatou. Dos 4 assaltantes que entraram na instituição, 3 estavam com uniforme do colégio. “Eles estavam armados. Teve uma correria”, contou. Outros dois bandidos ficaram do lado de fora do prédio, em uma motocicleta, para dar cobertura aos outros comparsas. Na ação, uma estudante do nível técnico de enfermagem foi agredida. “A moça foi jogada no chão com violência. Eles a agrediram”, relatou Raíssa.

A estudante conta que seus pais estão com receio de que ela vá à escola. “Não podemos deixar de estudar. Mas a lembrança dos homens com faca e revolver dá medo”. O desespero foi tanto, que um aluno de 16 anos desmaiou e teve um princípio de crise de epilepsia. João Kelven, 18 anos, estava na quadra de esportes na hora em que os assaltantes entraram. “Eles colocaram uma arma na minha cabeça. Pediram o meu celular, mas eu não tinha”, contou. Neste momento, um estudante que estava ao lado dele, deu o telefone, temendo que o amigo fosse baleado.

De mãos dadas, os alunos protestaram contra a falta de segurança na escola estadual (Foto: Mauro Ângelo)

“Precisa colocar polícia. Alguém tem de fazer algo”

Henrique Caldas, 20 anos, estudante do 3° ano na Escola Estadual Francisco da Silva Nunes, também relatou o momento de terror. “Eles ameaçaram atirar nas pessoas. Pediam os telefones, dinheiro e carteira”, diz. Já Rafael Barbosa Santos, 18, comenta que os alunos clamam por proteção na escola. “Precisa colocar segurança, polícia. Alguém tem de fazer algo. Passamos momentos horríveis”, ressaltou. A passeata terminou às 10h, já na Avenida Almirante Barroso com a Doutor Freitas.

A pista, no sentido entrada de Belém, foi bloqueada por quase 15 minutos.

SEDUC

A reportagem procurou a direção da Escola, mas esta preferiu não falar com a equipe. A assessoria de impressa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em nota, informou que vai reforçar a segurança na escola por meio de policiamento dentro e fora da unidade de ensino, a cargo de ações da Polícia Militar. “Nesse processo, são fundamentais rondas escolares a cargo da Companhia Independente de Policiamento Escolar (Cipoe) e a participação dos estudantes, profissionais de Educação, pais de alunos”, diz o texto. A Seduc informou também que a direção da escola registrou um Boletim de Ocorrência e mantém contato com dirigentes da Unidade Administrativa Regional a qual pertence a escola e com a própria Seduc.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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