Pacientes em tratamento de depressão reclamam da falta do medicamento Amitriptilina, na Unidade de Saúde do Guamá, em Belém. A medicação é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser tomada de forma controlada. Dependendo do estágio da doença, pode ser receitada de 3 em 3 meses. Porém, desde junho passado o remédio está em falta na unidade de saúde.
O auxiliar técnico, Edilson Machado, 49, é um dos pacientes que precisa do medicamento para poder tratar o distúrbio de ansiedade. A última vez que ele conseguiu pegar a caixa do remédio na Unidade do Guamá foi em maio passado. Desde então, tem voltado quase que diariamente ao local, mas a resposta é sempre negativa.
“Eles dizem simplesmente que está em falta e que não há previsão”, lamenta. Para piorar a situação, o medicamento só pode ser comprado mediante receita médica, que só tem validade até um mês depois de prescrita. No caso de Edilson, a última receita emitida pela Unidade de Saúde perdeu a validade no dia 9 de junho.
CUSTO
Mesmo se tivesse válida, Edilson diz que não pode comprar o medicamento. A caixa com 10 comprimidos custa, em média, R$ 25, mas ele está desempregado e tem de contar com ajuda de amigos que sofrem do mesmo problema e dividem com ele alguns comprimidos.Sem o tratamento adequado, Edilson reclama que já começa a sentir as consequências da falta do remédio. “Não consigo dormir há vários dias. Além disso, tenho me sentido muito nervoso”, diz ele.
O DIÁRIO tentou falar com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas ninguém atendeu às ligações. A reportagem enviou um e-mail para assessoria da Sesma. No entanto, não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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