De acordo com Joy Colares, presidente do Sindicato dos Lojistas de Belém, este ano os consumidores vão gastar menos com o presente para os pais, em média entre R$ 60 e R$ 120. No mesmo período do ano passado, os paraenses gastaram entre R$ 100 e R$ 180. No entanto, a expectativa é de que as vendas cresçam de 3% a 5%, em relação a 2015.
“Tivemos duas semanas para trabalhar este mês e melhorar as vendas até a véspera. Mesmo com a situação econômica e com clientes receosos para comprar, estamos otimistas”, diz Colares. Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, estima que as vendas de presentes para o Dia dos Pais deste ano caiam 9%, em relação a 2015, em todo o País.
PERSPECTIVA
Diante da crise comercial, a gerente de uma loja de produtos masculinos, Luiza Lima, disse que optou por não renovar as mercadorias, trazendo apenas acessórios como novidades e o parcelamento da compra, sem juros, no cartão de crédito. “Essa semana foi um pouco melhor, mas espero que amanhã (hoje) as vendas aumentem”, comenta.
Até a decoração de propaganda dos lojistas para o Dia dos Pais está tímida. Em um dos shoppings do centro da cidade, poucos estabelecimentos estavam enfeitados para a data especial. Ontem, o estudante Matheus Simões, de 17 anos, garantiu o presente do papai, depois de muita pesquisa. “Por mais caro que seja o presente, ainda é muito pouco diante do que representa na nossa vida”, avalia o filho.
ESFORÇO
No entanto, há quem enfrente a dificuldade financeira para homenagear o pai, como fez a professora Camila Bastos, de 29 anos. Ela e a mãe, Beatriz Bastos, levaram o seu Diniz Bastos, de 59 anos, para que ele escolhesse o próprio presente do dia especial. “Porque ele merece. As qualidades dele são inúmeras. E poder comprar um presente para ele é o mínimo”, assegura.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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